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Política

10/01/2018

Planalto insiste em deputada barrada

Nome de Cristiane Brasil (PTB) só deverá ser descartado se receber reprovação também do STF
Reuters
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Deputada federal Cristiane Brasil é acusada de descumprir a legislação trabalhista ao não assinar carteira de motoristas/Luís Macedo/Câmara dos Deputados
Brasília - O Palácio do Planalto só irá remarcar a posse da deputada Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho quando - ou se - conseguir derrubar a liminar que impediu a nomeação no Supremo Tribunal Federal (STF), mas a parlamentar continuava como futura ministra até a noite de ontem, e só deverá deixar de ser a menos que seu partido, o PTB, decida oferecer outro nome, disse à Reuters uma fonte palaciana.

O presidente Michel Temer ficou reunido com Cristiane Brasil e seu pai, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, até sair a decisão do vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Guilherme de Castro, que manteve a liminar impedindo a posse, discutindo alternativas jurídicas.

Por orientação de Temer, a AGU já preparava um recurso para o STF, em preparação para o caso de a liminar ser mantida, como acabou ocorrendo.

“Vamos esperar derrubar no STF e aí vamos marcar de novo”, falou a fonte.
Cristiane, no entanto, continuava indicada, a menos que o PTB decida apresentar outro nome.

“O presidente não vai pedir que o PTB traga outro nome, não vai se meter. Essa é uma questão interna do partido”, revelou a fonte.

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Sem unanimidade
- Apesar de estar longe de ser unanimidade no PTB, a sinalização do partido ao Planalto é de que não vai haver troca na indicação, a não ser que o STF impeça em definitivo a nomeação de Cristiane.

A filha de Roberto Jefferson foi indicada pelo próprio pai ao presidente Michel Temer na semana passada. Depois de reunião com o presidente, Jefferson saiu do Palácio do Jaburu e já apresentou o nome da filha como definido. A confirmação foi feita na mesma tarde pelo Planalto.

A parlamentar foi indicada depois que José Sarney vetou o nome do deputado Pedro Fernandes (MA), por ter ligações com o governador do Maranhão, Flávio Dino, adversário político do ex-presidente e um dos mais ferrenhos opositores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

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