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Economia

10/03/2018

Minas Gerais registra crescimento de 4% em janeiro

Acumulado de 12 meses avança 1,5%
Ana Amélia Hamdan
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A indústria automotiva, que amargava quedas consecutivas de produção, reagiu e voltou a aumentar a utilização capacidade instalada/Divulgação
O ano começou aquecido para a indústria mineira, com a produção do setor registrando crescimento em todas as bases comparativas, de acordo com Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O maior avanço foi de 4%, registrado em janeiro no comparativo com igual mês do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, o avanço foi de 1,5%, sendo o sexto resultado positivo consecutivo. Em janeiro, na relação com dezembro, ocorreu elevação de 1,4%, o terceiro índice positivo seguido. O principal setor responsável pelo resultado foi o de veículo automotor, com alta de 36,1% (janeiro 2018/janeiro2017).

Supervisora de pesquisas econômicas do IBGE em Minas, Cláudia Pinelli informa que, como o resultado positivo vem se mantendo, evidencia a recuperação do setor. “A gente tem sinais mais sólidos de recuperação que estão se mantendo desde outubro. Esses dados suportam a evidência de recuperação”, disse. Entre os fatores que contribuem para o ambiente favorável estão indicadores macroeconômicos, como queda nos juros. Outro impacto, segundo ela, vem do aumento da confiança dos empresários.

Cláudia Pinelli reforça que o setor com os melhores resultados é o de veículos automotores. “A recuperação desse setor influencia muito no resultado final e também na recuperação de outros segmentos, como o de metalurgia”, aponta.

No comparativo janeiro 2018/janeiro 2017, 11 das 13 atividades pesquisadas pelo IBGE em Minas apontaram aumento na produção. Além do setor de veículos automotores, reboques e carrocerias, outros destaques foram o de segmentos de máquinas e equipamentos (31,8%); bebidas (13,1%), com maior produção de refrigerante, cerveja e chope; e produtos alimentícios (2,6%).

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Por outro lado, a indústria extrativista, também muito forte no Estado, mostrou decréscimo de 9,3%, pressionada, em grande parte, pelos itens minérios de ferro. Também houve recuo do setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,5%), devido à menor produção de gasolina automotiva, óleo combustível, óleo diesel e asfalto de petróleo.

Para o Brasil, o avanço de janeiro 2018/janeiro 2017 foi de 5,7% em janeiro, sendo o nono resultado positivo consecutivo. A taxa anualizada avançou 2,8%. Minas registrou o quinto melhor resultado do País, ficando atrás do Pará (7,3%); Amazonas (7,1%), Goiás (2,4%) e Pernambuco (1,5%).

Oito dos 14 locais pesquisados apresentaram taxas negativas em janeiro, entre eles Paraná (- 4,5%), Rio Grande do Sul (- 3,5%), São Paulo (- 3,3%) e Ceará (- 2,2%).
Construção civil - O custo médio da construção, em fevereiro, apresentou variação de 0,10% em Minas. O resultado dos últimos 12 meses indica variação de 4,33%. O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) também foi divulgado ontem pelo IBGE. Em Minas Gerais, o custo da construção por metro quadrado foi de R$ 1.001,85 (93,38% da média nacional), sendo R$ 522,50 referentes aos materiais e R$ 479,35, à mão de obra.

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