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Economia

09/06/2018

Número de empresas abertas recua 3%

De janeiro a maio, foram constituídas 19,9 mil firmas no Estado, contra 20,5 mil no mesmo período de 2017
Leonardo Francia
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Jucemg informa que a constituição de MEIs representou 34,1% de todos os processos de abertura de empresas no Estado, no total de 6,8 mil/Alisson J. Silva
O número de empresas abertas em Minas Gerais entre janeiro e maio caiu 3% em comparação com os mesmos meses de 2017. E a quantidade de empresas que fecharam as portas aumentou, com alta de 14,5%, no mesmo confronto. Os dados foram divulgados pela Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg).

De acordo com a Jucemg, o número de empresas constituídas no acumulado até maio deste ano somou 19,9 mil contra 20,5 mil constituições no mesmo intervalo de 2017, uma queda de 3%. A constituição de Microempreendedores Individuais (MEIs), com 6,8 mil aberturas, representou 34,1% dos processos.

O MEI é uma figura jurídica que não apresenta os mesmos riscos de uma micro e pequena empresa (MPE), por conta da questão tributária diferenciada. Por isso, o MEI é considerado uma alternativa para se começar um negócio, sendo visto como uma porta de entrada também para pessoas que estão na informalidade.

Apesar de a Jucemg não detalhar os dados de constituições e fechamentos de empresas por setor, a entidade afirma que a maior parte dos processos, em ambos os casos, está vinculada ao setor de comércio e serviços.

Para o coordenador do Departamento de Economia da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas), Guilherme Almeida, “empresas desses segmentos são constituídas sem preparo por parte do empresário, ao que chamamos de empreendedorismo de oportunidade, mediante, por exemplo, a perda do emprego. A pessoa abre um negócio como uma forma de tentar sobreviver. Isso explica o término da empresa no curto prazo”, avaliou.

De janeiro a maio, foram 14,2 mil empresas extintas sobre 12,4 mil processos em iguais meses de 2017, um aumento de 14,5%. A Jucemg, por sua vez, defende que a razão do aumento das extinções de empresas no Estado reflete uma série de melhorias e simplificações implantadas ao processo nos últimos anos. Desde agosto de 2014, o procedimento de fechamento de empresas conta com a isenção de certidões negativas.

Débitos fiscais - Além disso, a sincronia de dados com a Receita Federal do Brasil e órgãos federais e a não necessidade de comprovação de débitos fiscais para realizar a baixa também contribuem para facilitar e acelerar os processos de encerramento na Jucemg nos últimos anos.

Outro motivo apontado pelo economista da Fecomércio Minas para o fechamento de empresas no Estado é a recuperação da economia nacional mais lenta do que o esperado. “A confiança dos agentes econômicos também afeta, porque o comércio lida com o consumidor final e estamos observando um aumento de vendas em geral, mas, quando avaliamos por segmento, a velocidade da retomada está muito aquém do esperado”, disse.

Sobre as alterações de empresas, que representam uma tentativa dos empresários de buscar novos mercados e, até mesmo, refletem o crescimento de alguns empreendimentos, foram 68,3 mil até maio deste ano contra 70,1 mil nos mesmos meses de 2017, com redução de 2,6%.

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