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Economia

09/06/2018

Inflação avança na RMBH em maio, puxada pela gasolina

Indicador teve aumento de 0,18%
Ana Amélia Hamdan
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Apesar de altas mais significativas em outros produtos investigados, a gasolina tem peso maior na composição do índice/Marcelo Camargo
A inflação na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) registrou alta de 0,18% em maio, puxada principalmente pelo aumento de 2,70% da gasolina. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi divulgado na sexta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a analista do IBGE Luciene Longo, outros subitens investigados tiveram altas mais significativas que a da gasolina, mas o combustível tem peso maior no orçamento das famílias, puxando o índice inflacionário para o alto.

No País, na mesma base comparativa, a inflação teve alta de 0,40%, com a RMBH tendo o segundo menor IPCA entre as 16 regiões pesquisadas. Ainda na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a inflação acumulada em 12 meses é de 2,29%, enquanto no ano o indicador está em 1,33%. Dos nove grupos analisados, sete apresentaram alta de preços, com dois mostrando deflação.

O grupo transporte, do qual faz parte a gasolina, apresentou alta de 0,41%. E se a gasolina registrou aumento, por outro lado, o etanol apresentou queda de 6,73%. Segundo Luciene Longo, esses números não trazem o impacto provocado pela greve dos caminhoneiros e refletem os reajustes que vêm sendo praticados pela Petrobras. Os impactos da paralisação devem aparecer já no próximo IPCA-15, que traz uma prévia do IPCA do mês de junho.

Outros grupos que apresentaram aumento do IPCA foram saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,97%; vestuário, com crescimento de 0,69%; despesas pessoais, com elevação de 0,23%; artigos de residência (0,06%); educação (0,16%) e comunicação (0,04%).

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Alimentos - Pressionaram o índice para baixo o grupo alimentação e bebidas (-0,31%) e habitação (-0,15%). Dentro do grupo alimentação e bebidas, alguns produtos  mostraram altas acentuadas, mas não foram suficientes para reverter a deflação. São eles: cebola (+37,29%), melancia (+26,74%), batata inglesa (+18,64%), quiabo (+18,17%), cenoura (+15,14%) e repolho (+12,23%). Os que apresentaram as principais quedas foram o mamão (-28,53%), tomate (-11,07%) e banana prata (-6,47%). Luciene Longo explica que essas variações estão ligadas a questões de safra.

De acordo com o IBGE, o IPCA de maio é o primeiro a incorporar em seu cálculo as variações dos itens mão de obra para pequenos reparos e empregado doméstico, além das três áreas: Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Aracaju (SE). O índice se refere às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que se refere às famílias com rendimento de 1 a 5 salários mínimos, apresentou, no País, variação de 0,43% em maio. O menor índice foi o de Belo Horizonte, com 0,13%.

Na quarta-feira (6), a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais/Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG) havia divulgado o IPCA para Belo Horizonte, indicando alta de 0,22% em maio. A vilã também foi a gasolina, com aumento de 3,67%.

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