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Finanças

09/06/2018

Dólar tem maior tombo em quase dez anos

Reuters
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São Paulo - A atuação mais firme do Banco Central (BC) no mercado de câmbio e o lembrete do presidente da autoridade, Ilan Goldfajn, de que há outros instrumentos que pode usar para ampliar a liquidez surtiu efeito e o dólar despencou mais de 5,5% na sexta-feira (8), voltando ao patamar de R$ 3,70, maior tombo em quase dez anos.

O dólar recuou 5,59%, a R$ 3,7065 na venda, maior queda percentual desde 13 de outubro de 2008, quando despencou 7,74%. Com este movimento, acabou limando a alta que vinha acumulando no mês.

Nos três pregões anteriores, a moeda norte-americana havia subido 4,87%, sendo 2,28% apenas na quinta-feira (7). Na mínima da sessão, o dólar foi a R$ 3,6935. Na semana, a moeda acumulou queda de 1,60%.  

“O BC demorou a vir a público, deixando o mercado em um ponto de tensão tão violenta que chegou muito perto de R$ 4, mas foi só aparecer, dizer que estava atento, já deu uma tranquilizada”, comentou o diretor da mesa de câmbio da corretora MultiMoney, Durval Correa.

Greve - O mercado ficou mais nervoso nos últimos dias em meio a preocupações com a situação fiscal do País, após a greve dos caminhoneiros gerar impacto bilionário sobre as contas públicas. A cena política também pesava, a poucos meses da eleição presidencial e sem um candidato que o mercado considera mais reformista decolando nas pesquisas de intenção de voto. E essas preocupações ainda continuavam entre os investidores.

“As condições que levaram o dólar a esticar não mudaram. O BC conseguiu tranquilizar, (mas) não significa que a moeda vai voltar a R$ 3,50. É possível ele voltar a trabalhar entre R$ 3,75 e R$ 3,80”, afirmou Correa.

Na sessão, o BC vendeu integralmente o lote de até 15 mil novos swaps, e também a oferta integral de até 60 mil contratos, dentro da nova estratégia de vender mais US$ 20 bilhões em swaps até a próxima sexta-feira. Dessa forma, já injetou US$ 10,306 bilhões neste mês no mercado.

Desde que começou a ofertar novos contratos de swap, no dia 14 de maio passado, o BC havia injetado no sistema até quinta-feira o equivalente a pouco mais de US$ 14 bilhões. E ainda vendeu os 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho, já somando US$ 2,640 bilhões do total de US$ 8,762 bilhões que vence em julho. Se mantiver esse volume até o final do mês, rolará integralmente o total.

Na próxima semana, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, volta a se reunir e as apostas majoritárias são de que ele promoverá a segunda alta de juros neste ano. A dúvida é se indicará que vai acelerar o passo até o final do ano ou fará apenas mais uma elevação até o fim do ano.

Ibovespa - O principal índice de ações da B3 recuou pelo quarto pregão seguido na sexta-feira, renovando mínima de fechamento do ano, em meio ao aumento da percepção de risco dos investidores com o cenário político-eleitoral e o rumo da economia do País.

O Ibovespa caiu 1,23%, a 72.942 pontos, mínima desde 19 de dezembro. O volume financeiro da sessão foi novamente expressivo e somou R$ 20,5 bilhões.

Na semana, o índice acumulou perda de 5,6%, maior declínio semanal desde maio de 2017. Foi também a quarta semana de queda. A última vez que o Ibovespa teve essa série de perdas semanais foi entre outubro e novembro de 2017.

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