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Opinião

10/08/2018

A população mundial e seu crescimento

Aristoteles Atheniense*
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Em 11 de julho passado, foi celebrado o Dia da População. Naquela oportunidade, surgiram reflexões quanto às atividades que possam sensibilizar a opinião pública sobre a importância das tendências demográficas atuais, decorrentes do crescimento populacional, da fecundidade e do envelhecimento.

No rol dessas indagações, cabe saber como estamos distribuídos e quais os problemas para enfrentar o significativo dado de que, em cada minuto, a população aumenta com 269 novos bebês, o que importa na constatação do crescimento de 8,3 milhões de pessoas por ano.

Na atualidade, somos 7.591 bilhões, o que demonstra ter ocorrido nos últimos 30 anos um aumento de pouco mais de 50% da população. Inobstante esta elevação, o número de partos por mulher tende a diminuir, com as projeções indicando que em 2030 seremos 8.600 bilhões de habitantes.

Outro dado a se levar em conta é a população jovem existente no momento. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas, há, presentemente, 1.800 milhões de jovens entre 10 e 24 anos. Isto representa quase 25% da população mundial, sendo que 26% são menores de 10 anos, o que nos leva a admitir que 51% da população do planeta é formada de menores de 24 anos.

Em face desses números e se o mundo é jovem, os governos devem concentrar seus maiores esforços em prol da educação, da assistência médica e de alimentos nutritivos. Ainda, conforme a Organização Mundial do Trabalho (OIT), em janeiro de 2015 mais de 73,4 milhões de jovens estavam desempregados, enquanto mais de 500 milhões procuravam sobreviver com menos de 2 dólares diários.

Na visão da Organização Mundial de Saúde, as complicações durante a gravidez e parto passaram a ser a segunda causa da morte de mulheres, que se tornaram mais vulneráveis entre 15 e 19 anos.

O presente ano coincide com o cinquentenário da criação do projeto de planejamento familiar. Este tornou-se instrumento básico para que os casais gozem do direito de planejar o número de filhos, além do espaço de tempo que deva ocorrer entre o nascimento de um e outro.

Nessa pesquisa foi apurado que 225 milhões de mulheres que não desejam engravidar também não utilizam métodos contraceptivos seguros, modernos e eficazes. As causas dessa omissão decorrem não só da falta de acesso à informação, como da ausência de apoio de seus parceiros.

Ainda, conforme o mesmo estudo, a maioria dessas mulheres vive em 69 dos países mais pobres do Planeta. Especialistas concluíram que, em muitos lugares, há um esforço para limitar a educação sobre o planejamento familiar, que consiste no oferecimento de métodos anticonceptivos.

A atenção para o enfoque da planificação familiar concorre para que cada pessoa possa tomar a decisão com autonomia, sem pressões, com orientação integral e numa compreensão plena antes de escolher o método a ser utilizado.

* Advogado, Conselheiro Nato da OAB, Diretor do IAB e do Iamg

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