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Economia

07/06/2018

Alta da gasolina leva inflação a subir 0,22%

Índice de maio ainda não traz reflexos da greve dos caminhoneiros, que devem ser sentidos em junho
Ana Amélia Hamdan
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Preço da gasolina aumentou 3,67%, pressionando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado em Minas Gerais no mês de maio/Uso Imagens/Divulgação
Impulsionada principalmente pela alta de 3,67% no preço da gasolina, a inflação de maio subiu 0,22% no comparativo com abril, conforme divulgou ontem a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais/Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG). Coordenadora da pesquisa, Thaize Vieira Martins Moreira informou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio não traz os reflexos da greve dos caminhoneiros, que só devem ser sentidos a partir de junho. “Essa alta da gasolina é reflexo dos repasses feitos pela Petrobras, que chegaram às bombas, e não do preço abusivo praticado em alguns postos durante o movimento dos caminhoneiros”, reforçou.

Apesar da alta de maio com relação a abril, essa é a menor inflação do mês registrada nos últimos 11 anos. “É um indício de que os preços estão mais controlados e de que a inflação tende a ficar dentro da meta deste ano”, avaliou. A meta para 2018 é de inflação de 4,5% ao ano, sendo que no acumulado de janeiro a maio está em 1,4%. Com relação aos últimos 12 meses, a inflação é de 3,50%, o menor índice em 20 anos.

Em maio, entre os 11 itens agregados que compõem o IPCA, também se destacou pela alta o segmento vestuário e complementos, com aumento de 1,07%. Os itens que mais pressionaram a inflação para baixo foram alimentos in natura, com queda de 5,93%, e alimentos industrializados, com redução de 1,07%. Também se destacou a queda nos preços das excursões, de 7,26%, ligada ao fato de o mês estar na baixa temporada para o turismo.

Segundo Thaize Vieira, para junho é aguardado um aumento mais acentuado da inflação, devido ao aumento na tarifa da energia elétrica e aos impactos gerados pela greve dos caminhoneiros. Ela explica que as altas de preços registradas em período de pico, devido à escassez de produtos durante a paralisação, não entram na pesquisa. Entretanto, os prejuízos gerados a alguns setores pela greve, como o agropecuário, poderão ocasionar repasse de preço aos produtos e, aí sim, aparecem nas pesquisas de inflação a partir de junho.

A cesta básica apresentou queda de 2,30% em maio, passando para R$ 384,28, o que corresponde a 40,28% do salário mínimo. Os produtos que apresentaram as principais altas de preços foram chã de dentro (3,26%); farinha de trigo (4,65%) e pão francês (0,76%). As principais quedas foram nos valores da banana-caturra (-18,67%); batata- inglesa (-10,85%) e tomate Santa Cruz (- 6,21%).

Segundo a pesquisa, o Índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR), referente às famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, apresentou alta de 0,24% em maio no comparativo com abril. O IPCA mede a evolução dos gastos das famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos.

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Juros -
A pesquisa mensal sobre taxas de juros praticadas em Belo Horizonte apontou queda nos índices praticados para pessoas físicas. O destaque foi a queda nos juros do cartão de crédito rotativo total, com redução de 12,93%. Ainda assim, as taxas continuam altas e devem ser evitadas, conforme alerta Thaize Vieira. No geral, as quedas refletem a redução da taxa Selic. Na última reunião do Copom, a Selic foi mantida em 6,5%, após 11 quedas consecutivas. De acordo com o levantamento do Ipead, em maio, as tarifas bancárias se mantiveram no valor médio de abril.

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