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Minas 2032

13/07/2018

BH Shopping reaproveita resíduos para produzir fertilizante

Juliana Baeta
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Fertilizante produzido com os resíduos orgânicos são usados nos jardins do centro de compras/Divulgação
Reduzir o impacto ambiental e reutilizar materiais que seriam descartados, além de gerar custo zero nos negócios, é bem-visto aos olhos do consumidor e pode fazer com que a empresa caia nas graças do público. O BH Shopping, com o projeto BH Eco Shopping, aderiu a uma metodologia sustentável há cerca de quatro anos e conseguiu reaproveitar 195 toneladas de resíduos orgânicos neste período. É que o lixo gerado na praça de alimentação é convertido em fertilizante e reutilizado nos jardins internos e externos do local e também nas praças da região que são cuidadas pelo shopping. O fato de todo este processo ser feito no próprio empreendimento já elimina qualquer custo.

A parceria firmada com as empresas Locavia, de gestão de resíduos, e BioIdeias, de biotecnologia, demandou um investimento conjunto de R$ 80 mil na época. “Nessa linha de sustentabilidade, nós vimos uma oportunidade de conviver com isso. Temos a empresa parceira fabricante das enzimas que aceleram o processo de compostagem e, deste modo, conseguimos transformar o que seria lixo em fertilizante, e o utilizamos nas nossas áreas verdes, gramados, nas praças ao redor, na recuperação das plantas internas. Todo este processo de reciclagem é feito dentro do shopping mesmo”, explica o gerente de operações, Sergio Giacomelli.

O processo de institucionalizar a reciclagem foi a parte fácil, o desafio, segundo Giacomelli, foi criar a consciência de que este processo era necessário e benéfico para todos. “Tivemos um trabalho junto aos lojistas para que a separação do lixo acontecesse desde a fonte, que são os restaurantes da praça. E essa foi a parte mais difícil, conscientizar os lojistas. Então, gradativamente eles foram sendo integrados ao projeto e, com isso, as nossas taxas de redução de lixo orgânico que iam para o aterro foram diminuindo cada vez mais com o passar do tempo”, lembra.

Somente no primeiro trimestre deste ano, o lixo reduzido representou o mesmo número de todo o primeiro ano do projeto: 25,7 toneladas. No segundo ano do BH Eco Shopping, o crescimento do volume reaproveitado foi de 126%, totalizando mais de 58 toneladas reduzidas. Já em 2017, houve uma redução de 86,5 toneladas, 49% a mais que no anterior e 236% a mais que no primeiro ano. A redução mensal, atualmente, é de 8,7 toneladas e a expectativa é chegar a 10 toneladas por mês nos próximos dois anos.

Giacomelli ainda explica que o shopping não lucra com o projeto, mas que também não tem custos extras. “O que acontece é que o projeto se paga. Temos as despesas dos processos que são quitadas pela economia que fazemos, com a recuperação de plantas que seriam jogadas no lixo, por exemplo, ou com as caçambas que deixamos de utilizar para colocar o lixo”.

Visibilidade - Apesar de não gerar lucro, a empresa continua ganhando em termos de visibilidade, já que associar à marca a um projeto social ou ambiental sempre rende uma boa reputação perante o público. “A gente vê que hoje, o cliente busca saber o que a empresa está fazendo em prol da cidade, o que ela pensa em relação ao meio ambiente, às questões sociais, e isso tudo influencia na decisão de compra. Quando a gente investe em sustentabilidade é porque é um dever nosso em se tratando do meio ambiente, mas também porque ajuda na imagem da empresa perante o consumidor, principalmente a geração mais nova, os millennials, que representam boa parte dos atuais clientes”, analisa Renato Tavares, gerente de marketing do BH Shopping.

Outras iniciativas - Antes mesmo de implantar o projeto de reutilização dos resíduos orgânicos da praça de alimentação, o shopping já era adepto à reciclagem do lixo em geral. A novidade agora é a implementação de uma maneira mais sustentável e barata de realizar a limpeza do empreendimento, que promete, inclusive, uma economia efetiva nos negócios.

Trata-se do uso de um produto que tem como solução apenas dois ingredientes, e sem aditivos químicos, para realizar a limpeza do shopping excluindo produtos nocivos ao meio ambiente e à saúde humana.

Processo - Os resíduos de alimentos gerados na praça de alimentação e também o resíduo verde, proveniente de plantas que seriam descartadas, são coletados diariamente, passam por uma primeira triagem feita pela equipe de limpeza e são encaminhados para a Unidade Compacta de Tratamento de Resíduos (UCTR) do próprio shopping, onde é feita a segunda triagem: a separação do alimento dos demais resíduos.

Todo o material é pesado de 100 em 100 quilos e colocado em uma esteira com serragem para, em seguida, ser direcionado ao Bio Reator, o equipamento onde as enzimas são inseridas e aceleram o processo de decomposição. O método dura aproximadamente 45 minutos. Depois, o material é retirado, fica em “repouso” por cerca de quatro dias, é triturado, descansa novamente por mais três dias e, então, já pode ser utilizado.


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