07/06/2018 - BHTrans anuncia lançamento do rotativo digital

Estacionar em Belo Horizonte pode ficar mais fácil nos próximos dias. De acordo com o presidente da BHTrans, Célio Bouzada, a expectativa é que o sistema de rotativo digital seja lançado na cidade na próxima semana e que substitua, gradativamente, o talão de rotativo de papel. O presidente falou sobre essa e outras iniciativas da BHTrans para tornar a cidade mais conectada, durante o evento “Connected Smart Cities”, realizado ontem, na Prefeitura de Belo Horizonte. De acordo com o presidente, a intenção da BHTrans é tornar o processo de estacionar mais ágil e simples para o motorista. Além disso, o serviço acaba com o comércio paralelo de rotativos pelos “flanelinhas”. “Para estacionar hoje eu tenho que procurar um posto de venda, me deslocar, voltar e ainda tem a questão dos flanelinhas. Com a nova solução basta estacionar e habilitar o rotativo via aplicativo”, destaca. Segundo ele, a fiscalização também será preparada para esse novo serviço e utilizará um smartphone para checar a compra do rotativo. Bouzada explicou que, inicialmente, o comércio de rotativos de papel permanecerá. A ideia é que o sistema seja substituído gradativamente pelo digital. O presidente também destaca que, embora haja economia com impressão de papel e distribuição dos talões, a mudança para o sistema digital não deve gerar corte de custos. “O que acontece é uma troca de custos. As transações bancárias para pagamento eletrônico ainda são caras, então não tem vantagem do ponto de vista financeiro”, diz. O presidente explica que a BHTrans optou pelo modelo de chamamento público de empresas de tecnologia interessadas em desenvolver softwares que oferecem o rotativo digital vinculado à Prefeitura de Belo Horizonte. “Qualquer empresa que cumprir os critérios que estabelecemos está habilitada a vender. Ontem e hoje já publicamos no Diário Oficial do Município algumas empresas habilitadas e não habilitadas para o serviço”, explica. Segundo ele, além de facilitar a compra do rotativo, os softwares poderão oferecer outras funcionalidades, como enviar um alerta sobre o limite de tempo de estacionamento. Ao abrir as portas para as empresas de tecnologia, a BHTrans ajuda a fomentar o setor e segue a tendência de “cidade conectada”, conforme explica o presidente. Ele garante que essa é uma das prioridades da empresa. “Já oferecemos um aplicativo que permite ver a hora que o ônibus vai passar, assim como utilizamos câmeras e o centro de operações da prefeitura para controlar os semáforos de forma inteligente. Além disso, também estamos em um movimento gradativo de abrir nossos dados para as startups, universidades e centros de pesquisas para que, a partir deles, sejam produzidas soluções que facilitam a vida do cidadão”, afirma. Connected Smart Cities - O tema “cidade conectada” foi discutido, ontem, durante o Encontro Regional Sudeste “Connected Smart Cities”, iniciativa que tem o objetivo de desenvolver, nas cidades brasileiras, soluções inovadoras com foco em cidades mais inteligentes e conectadas. Durante o evento também foi apresentado o Ranking Connected Smart Cities Nacional 2017, realizado pela Urban Systems e a Sator, que faz um mapeamento das cidades com maior potencial de desenvolvimento no Brasil. Ele é orientado por indicadores que rastreiam inteligência, conexão e sustentabilidade. No ranking, a capital mineira aparece em quarto lugar na classificação geral de cidades mais inteligentes no País, perdendo para São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. O ranking também traz a posição de cada cidade em 11 setores. Belo Horizonte se destaca em primeiro lugar em meio ambiente e em segundo lugar em saúde e urbanismo. Por outro lado, a cidade sequer aparece entre as dez primeiras nos setores energia, educação, segurança, economia e governança. O vice-prefeito de Belo Horizonte, Paulo Lamac, comentou que o destaque da cidade no setor de meio ambiente está ligado a um histórico de boas práticas da cidade nessa área. Por outro lado, justificou o destaque negativo no setor economia, lembrando que a cidade é a terceira região metropolitana do País, mas tem um volume financeiro desproporcionalmente menor que as duas primeiras cidades. “Uma das formas de vencer esse desafio é exatamente essa política de incentivar a implantação de empresas de base tecnológica. Belo Horizonte tem uma das maiores potencialidades do Brasil nessa lógica de cidade conectada. Temos um anel de fibra óptica robusto que está sendo disponibilizado no projeto BHLab, que tem o objetivo de transformar a cidade em um grande laboratório voltado para as tecnologias de IoT”, destacou.