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Agronegócio

28/04/2018

Com safra estável, setor vai priorizar etanol

Em evento em Uberaba, Siamig divulgou projeções envolvendo a produção da commodity em Minas para 18/19
Mara Bianchetti, de Uberaba*
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Este ano, a área de moagem terá retração de 4% sobre a safra passada, quando foi de 818 mil hectares/Unica/Divulgação
A moagem de cana-de-açúcar em Minas Gerais deverá ficar estável na safra 2018/19, em relação ao período anterior, com o esmagamento de 65 milhões de toneladas. Apesar disso, a expectativa é de que a produção de açúcar caia e chegue a 3,7 milhões de toneladas, contra os 4,2 milhões alcançados no ano passado. Por outro lado, a produção do etanol promete repetir o recorde de 2015 e deverá chegar a 3 bilhões de litros. O lançamento da safra 2018/19 de cana-de-açúcar aconteceu na sexta-feira (27), na Fazenda Santa Vitória, em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

De acordo com o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, a queda dos preços do açúcar no mercado internacional será o grande desafio para o exercício. Em função do cenário, a safra promete ser mais alcooleira, com a maioria das usinas do Estado destinando 60% da cana processada para o etanol e 40% para o açúcar.

“Ainda assim, Minas segue como o segundo maior produtor e exportador da commodity. Já estamos acostumados com a volatilidade dos preços e temos a vantagem da flexibilização das usinas, podendo priorizar uma ou outra produção a cada safra”, explicou.

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Etanol
- Em relação ao etanol, conforme o presidente, o Estado retomou a terceira posição em termos de produção no ano passado e atualmente possui a segunda menor alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) do País. Campos lembrou que a redução do imposto, de 19% para 14%, por parte do governo estadual em 2015 foi de suma importância para este desempenho.

“A redução tributária melhorou o ambiente de negócios e recuperou a competitividade do setor. Com a desoneração, conseguimos nos equiparar a outros estados e agora Minas Gerais como um todo possui condições de competir no mercado de etanol”, justificou, complementando que a estimativa é de que o consumo do combustível no Estado chegue a 1,8 bilhão de litros na safra 2018/19, batendo mais um recorde.

Em Minas, onde estão instaladas 34 usinas, a safra teve início em 1º de abril. Este ano, a área de moagem terá pequena variação em relação à de 2017, quando foi de 818 mil hectares, retração de 4% sobre a safra passada. A redução ocorreu em virtude dos investimentos na renovação dos canaviais. Também no exercício passado, a área de renovação nos canaviais do Estado cresceu 24%, somando 168 mil hectares.

Em relação à geração de emprego, o presidente da Siamig afirmou que, a partir do viés de recuperação do setor, serão totalizadas 51 mil vagas diretas no segmento no Estado. Já quando considerados postos diretos e indiretos, o saldo chega a 160 mil.

* A repórter viajou a convite da Siamig.

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