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Economia

12/07/2018

Comércio projeta alta nas vendas

Empresários mineiros confiam nas datas comemorativas do segundo semestre
Ana Carolina Dias
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O segmento mais otimista é o de veículos e motocicletas, seguido por equipamentos e materiais de escritório/Alisson J. Silva
O segundo semestre de 2018 é aguardado com otimismo pelos empresários do comércio de Minas Gerais. Na comparação com os primeiros seis meses do ano, 67,3% apostam em um aumento das vendas para o setor, segundo pesquisa de Expectativa de Vendas divulgada ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG).

De acordo com o levantamento, o segmento mais confiante é o de veículos e motocicletas, partes e peças (27%), seguido por equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação (25%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (23,3%).

Na avaliação do economista da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, o aumento da confiança dos empresários do comércio para o período se deve, principalmente, à concentração de datas comemorativas importantes como Natal, Dia dos Pais e Dia das Crianças, além de eventos que têm conquistado o consumidor, como a Black Friday e a Cyber Monday.

Almeida ressaltou que o segundo semestre naturalmente é mais favorável ao varejo devido a essas comemorações que movimentam o comércio e alavancam as vendas de determinados segmentos. Além disso, há também um aumento das contratações temporárias, que alimenta um círculo virtuoso do consumo no final do ano.

“É um fator sazonal, o segundo semestre tende a ser melhor em termos de volume vendido e até mesmo em termos de contratações, com as vagas temporárias. Isso gera essa expectativa natural de vendas melhores, o que de fato ocorre se analisarmos dados históricos de vendas”, afirmou.

Entre os motivos apontados pelos entrevistados para justificar as boas perspectivas, 49,8% citaram o otimismo/esperança, seguido pelo fato de os últimos meses do ano serem tradicionalmente melhores que os primeiros (18,5%) e, ainda, há aposta na continuidade da recuperação do comércio e da economia (16,1%). O economista da Fecomércio-MG avaliou que, apesar da recuperação econômica ainda lenta, a influência das datas comemorativas tem se mostrado mais forte.

“Existe a esperança de que a recuperação econômica continue, independente da velocidade, e isso faz com que muitos empresários não percebam o impacto das incertezas econômicas e políticas no volume de vendas da loja. A economia está se recuperando de forma bastante lenta, o que tende a afetar o ânimo das famílias, principalmente no que diz respeito a consumo de bens com tíquete maior”, explicou Almeida.

O estudo destacou ainda que as promoções e liquidações continuarão sendo a principal medida para atração dos clientes nos próximos meses, sendo utilizada por 28% dos entrevistados. Ações de mídia e propaganda (26,1%), diversificação do mix de produtos (9,8%) e atendimento diferenciado (7,5%) são outras estratégias para tentar conquistar o público no segundo semestre.

Desempenho - A pesquisa de Expectativa de Vendas apurou ainda a avaliação do empresariado de Minas Gerais sobre o primeiro semestre de 2018. Em relação ao mesmo período de 2017, 52,4% apontaram redução no faturamento e, na comparação com os seis últimos meses do ano passado, 55,1% observaram redução nas vendas.

Para Guilherme Almeida, o recuo das vendas é natural na comparação do primeiro semestre deste ano com o segundo de 2017, justamente pela questão da sazonalidade. Já a queda em relação ao primeiro semestre de 2017 é considerada atípica, uma vez que, no primeiro semestre deste ano, conjunturalmente o País se encontra melhor.

O economista disse que é possível atribuir essa percepção ao fator confiança, já que, no início do ano passado, a expectativa de recuperação econômica era grande, com uma velocidade maior e esperava-se que a economia voltasse aos trilhos ainda em 2017, com todos os setores apresentando resultados favoráveis, o que não aconteceu de fato.

“Quando a base comparativa é fraca e uma boa parcela de empresários afirma que as vendas caíram, é um resultado inesperado e negativo, até porque indicadores como inflação e taxa de juros estão melhores agora do que no primeiro semestre do ano passado”, disse Almeida.

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