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16/05/2018

Coworking na RMBH une família e trabalho

Jobly, instalada em Sabará, trouxe para Minas modelo que concilia ambiente profissional e maternidade
Juliana Baeta
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Coworking em Sabará foi criado pelo engenheiro Alex Duarte e s sua mãe, Lana Duarte/Divulgação
A carreira e a criação dos filhos nunca precisaram ser uma escolha. A despeito de algumas imposições sociais, muitas mães optam por conciliar a profissão e a dedicação à família para se sentirem plenamente realizadas. De olho nessa demanda, o engenheiro Alex Duarte e sua mãe, Lana Duarte, criaram um negócio pioneiro em Minas Gerais, que concilia a maternidade e o trabalho em um mesmo espaço. Trata-se do Jobly, um coworking familiar localizado no bairro Ana Lúcia, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que permite que os pais trabalhem no andar de cima enquanto os filhos ficam sob supervisão monitorada no andar debaixo.

Com investimento inicial em torno de R$ 100 mil, o engenheiro pretende ter o retorno do negócio entre um a dois anos. Inaugurado no dia 14 de abril, a procura pelo espaço já se mostra promissora. “A gente recebe uma visita por dia no espaço. Por ser um negócio novo, e muita gente ainda não assimilar o conceito de coworking, estamos trabalhando na divulgação neste primeiro momento. Mas a expectativa é que, além das diárias, nós passemos a receber clientes fixos, mensalistas”, explica.

Dono do único coworking familiar de Minas Gerais, Duarte conta que fez uma pesquisa de campo em São Paulo, onde há modelos semelhantes, e encontrou uma brecha no mercado mineiro. “Tivemos esta ideia em julho do ano passado, eu e minha mãe, que já trabalha com educação infantil há muitos anos. Vimos que havia esta demanda por parte dos pais, na verdade, esta é a maior dor deles hoje em dia. Fizemos várias pesquisas e percebemos que acontece muito, principalmente com a mãe, quando ela tem um filho e tira o período de licença-maternidade, ou ela é demitida quando volta, ou ela mesmo pede demissão para continuar acompanhando o crescimento do filho”, relata.

A mãe e sócia de Duarte no negócio, Lana Duarte, foi responsável por trazer o know-how e a estrutura para o Jobly. “Como sou diretora de uma escola de educação infantil, resolvemos inovar integrando-a ao coworking. Percebemos que uma das queixas constantes da família, principalmente das mães, era a interrupção constante do trabalho realizado em casa para cuidar dos filhos”, analisa. A escola infantil, no entanto, não se mistura ao Jobly.

Experiência - A engenheira e coach Kika Moreira, atual usuária do Jobly, conta que depois que se tornou mãe, largou a carreira para empreender e, ao mesmo tempo, ficar perto da filha, que hoje tem três anos. “E de repente eu fiquei perdida ao procurar um local para desenvolver minhas habilidades profissionais. Antes de descobrir o Jobly, eu procurei por coworkings tradicionais em BH e não havia espaço para mães. A vantagem é que eu posso fazer o meu horário e eles me dão essa flexibilidade de poder montar um orçamento de aluguel que se adéqua a essa falta de padrões de horário. A minha filha brinca o tempo todo, tem amiguinhos, e se sente segura porque se precisar de qualquer coisa sabe que eu estou aqui”, conta.

Expansão - Por se tratar de um negócio ainda sem concorrentes no Estado, a sua expansão é uma consequência possível. A ideia é que o Jobly seja levado para outros bairros de Belo Horizonte para dar mais opções de acesso aos clientes.

Estrutura - No imóvel de dois andares localizado próximo ao bairro Santa Inês, a divisão ocorre de forma que o primeiro andar seja o espaço destinado às crianças, supervisionadas por monitores especializados e berçaristas. Além das salas de monitoria, há ainda biblioteca, berçário, refeitório, trocador de fraldas e parquinhos. Já no segundo andar é onde estão instaladas as estações de trabalho.

São três salas compartilhadas, 19 estações de trabalho, sala de reunião climatizada com TV e projetor, além de uma varanda e uma cozinha. Os pais têm livre acesso ao andar inferior para ficar com os filhos sempre que sentirem necessidade.

O espaço funciona de segunda a sexta em horário comercial, de 8h às 18h, e recebe crianças de 4 meses a cinco anos. Os valores vão de R$ 310 (duas vezes por semana por um período de meio horário) até R$ 1.330 (cinco vezes na semana em horário integral).

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