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17/04/2018

Diálogos DC tem a primeira edição do ano

Evento realizado trouxe para o debate o tema Igualdade de Gênero & Cidades Sustentáveis
Daniela Maciel
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Na construção dos diálogos entre as camadas da sociedade as pessoas podem divergir/Michelle Mulls
Teve início na última quinta-feira, 12, mais um ano da série Diálogos DC. O evento, promovido pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, Instituto Orior e Multiverse, tem como premissa os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), instituídos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015. O evento aconteceu no P7 Criativo, espaço de colaboração, coworking e agência de fomento à economia criativa, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

A primeira edição de 2018 trouxe para debate o tema Igualdade de Gênero & Cidades Sustentáveis. Compuseram a mesa a vereadora em Belo Horizonte pelo PSOL, Áurea Carolina de Freitas; o secretário-executivo do Pacto Global, Carlo Linkevieius Pereira; e o professor da Fundação Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), Armindo dos Santos de Souza Teodósio.

Os temas tratados durante o Diálogos DC fazem parte, primordialmente dos ODS 5 - “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas” – e 11 - “Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”.

Áurea Carolina de Freitas destaca a importância dos ODSA primeira a falar foi a vereadora Áurea Carolina. Cientista social, especialista em Gênero e Igualdade e mestre em Ciência Política, ela tem trajetória de mobilização social. Foi subsecretária de Políticas para as Mulheres de Minas Gerais e é uma das fundadoras do Fórum das Juventudes da Grande BH. Atualmente, participa do movimento “Muitas pela Cidade que Queremos”. Tem como principais bandeiras a luta por direitos de grupos historicamente marginalizados, como as mulheres, as juventudes e as populações negras; a plena efetivação do direito à ocupação do espaço público e o fomento à participação popular na política.

“Os ODS nos ajudam a chegar aos valores que acreditamos. O que buscamos é mudança de atitude. Tenho falado em minorias sociais – esses grupos indesejados. Reconhecer que temos um potencial de integração talvez nos dê capacidade de virar esse jogo de desigualdades. No Brasil, cinco ultrarricos têm a mesma riqueza que a metade mais pobre da população. É tão violento que talvez não percebamos a dimensão disso. Acho que a educação popular é uma prática emancipatória poderosíssima. As grandes instituições vão ser transformadas na medida que os pequenos tiverem suas experiências reconhecidas”, avaliou Áurea Carolina de Freitas.

As empresas também são espaços de excelência para a discussão sobre os temas propostos pelo evento. Em tempos de radicalização das posições políticas e endurecimento dos diálogos, líderes empresariais ganham um novo papel na criação de uma sociedade mais igualitária, menos injusta e, assim, mais produtiva.

“Na maior parte das sociedades a referência da sustentabilidade é feminina. É a mãe-terra. De outro lado, muito do que se discute para as cidades é extremamente antigo. A gente inova para ser igual. Há um certo cinismo nessa mudança em torno da sustentabilidade.

Teodósio aponta a inovação como forma de promover a igualdadeEsses dois temas se cruzam o tempo todo. Será que somos realmente inovadores?”, provocou Teodósio, que continuou: “A gestão de stakholders feita hoje nas empresas é a anulação das vozes, fazendo uma proposta de participação em que não há participação.

Vivemos em uma capital que tem uma certa letargia da participação e que já foi um polo de participação. Esses problemas dizem respeito a mim também, que eu reproduzo, que nós reproduzimos”, afirmou o professor da PUC-Minas.

Leia também:
Pacto Global conta com 10 mil participantes








Conheça os 17 ODS


1- Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

2- Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.

3- Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
4- Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.

5- Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

6- Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.

7– Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos.

8- Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos.

9- Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.

10- Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.

11- Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

12- Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.

13- Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos.

14- Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

15- Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.

16- Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à Justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

17- Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

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