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Economia

14/04/2018

Dnit tenta destravar projeto de R$ 4 bilhões

Em reunião na Capital, superintendência do órgão federal faz proposta para que obra saia do papel
Leonardo Francia
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Tráfego do Anel Rodoviário de Belo Horizonte seria amenizado com a construção das alças incluídas no projeto/Alisson J. Silva
Enquanto o futuro do Rodoanel Metropolitano da Capital continua indefinido, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tenta destravar o projeto, que foi orçado em R$ 4 bilhões. A superintendência regional do órgão deve entregar nota técnica ao ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro, para que o ministério estimule o Estado a doar para a União o projeto básico de construção da alça norte da via, que faria a ligação da BR-381, em Betim, até Sabará, e poderia desafogar o tráfego no Anel Rodoviário de Belo Horizonte.

O assunto foi tratado em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na semana passada, convocada por requerimento do deputado Ivair Nogueira (PMDB). Originalmente, o projeto do Rodoanel foi dividido em três alças (sul, norte e leste), que fariam o contorno de Belo Horizonte, passando por vários municípios da região metropolitana.

Em meados de 2012, foi celebrado um acordo entre os governos federal, estadual e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), definindo as responsabilidades de cada um no empreendimento. A alça sul ficou sob a responsabilidade do Dnit, a norte coube ao governo do Estado e a leste ficou a cargo do município.

A alça norte foi a primeira a ter o projeto concluído. A via teria cerca de 66 quilômetros de extensão e faria a ligação da BR-381, em Betim, a Sabará, na altura da saída para Vitória (ES). Segundo levantamentos da época, só esse trecho desviaria um fluxo de 60 mil veículos do Anel Rodoviário e permitira o deslocamento entre Betim e Ravena, passando por nove cidades, em cerca de 30 minutos.

A construção da alça norte teve seu processo licitatório lançado em 2014. Entretanto, em julho de 2016, a licitação foi anulada pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), observando parecer da Advocacia-Geral do Estado. Já a alça sul, com 35 quilômetros de extensão, ligando a BR-381, em Betim, à BR-040, em Belo Horizonte, tem um impedimento legal, uma vez que a via passa por áreas de proteção ambiental. A alça leste faz a conexão entre as alças norte e sul.

Alternativa - O superintende regional do Dnit, Fabiano Martins Cunha, explicou que uma alternativa para destravar a alça norte da via é doar os estudos feitos pelo Estado para o governo federal. “É um projeto básico, de bom nível técnico, e que atende à necessidade da região, ainda que tenha sido feito em 2012. È claro que ele carece de uma atualização de ordem orçamentária, mas o projeto em si permitira uma economia de três anos em um estudo de viabilidade que o Dnit iniciou agora”, ponderou.

Para o deputado Ivair Nogueira, “o Rodoanel é um sonho dos mineiros para resolver o problema do Anel, que chegou a um ponto em que a única solução é a construção do Rodoanel”. O parlamentar lembrou ainda que a construção da via poderia desviar o tráfego de cerca de 70 mil veículos pesados do Anel.

No caso da alça sul, o problema, segundo Cunha, seria um pouco mais complexo, uma vez que todas as alternativas apresentadas mostraram-se inviáveis do ponto de vista ambiental, já que o traçado passa por intervenção no Parque do Rola-Moça, área protegida.

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