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Economia

11/07/2018

Endividamento cai ao menor índice do ano

Taxa registrada em junho deste ano é de 60,7%, contra 67,3% notificados no mesmo mês de 2017
Ana Carolina Dias
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Cartões de crédito continuam sendo apontados pelos especialistas como os grandes vilões do endividamento/Divulgação
O endividamento na capital mineira manteve a trajetória de retração registrada desde novembro do ano passado e permaneceu estável em junho, na marca dos 60,7%, menor patamar registrado em 2018. No mesmo mês do ano anterior, o índice estava em 67,3%. Consequentemente, o percentual de inadimplentes em Belo Horizonte recuou em junho, atingindo a segunda queda consecutiva, com 26,1%, frente os 27% apurados em maio.
As informações são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Entre os belo-horizontinos, o cartão de crédito continua sendo o principal compromisso financeiro. O levantamento de junho aponta que 79,4% das famílias têm dívidas nessa modalidade, seguida pelos financiamentos de carro (19,8%), crédito pessoal (11,7%) e carnês diversos (10,5%).

O economista da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, avalia que a queda contínua do endividamento nos últimos meses mostra que, atualmente, as famílias estão adquirindo cada vez menos compromissos financeiros, na busca de quitar dívidas em aberto, o que tem provocado a diminuição da inadimplência.

Segundo Almeida, os compromissos obrigatórios do início do ano, como pagamento de IPTU, IPVA e matrícula escolar, somados às compras natalinas, fazem com que as famílias tenham dificuldades de destinar recursos para quitar compromissos em aberto nesta época. Nos meses seguintes, o movimento que vem acontecendo torna-se natural, na tentativa de adequar o orçamento para quitar dívidas em aberto.

“É uma situação sem saída. E é importante que as famílias, de fato, dediquem o orçamento para arcar com essas dívidas, que podem levar a complicações no hábito de consumo, além de ser negativo para o mercado. As pessoas precisam priorizar as dívidas de custo maior, como cartão de crédito, que é o principal compromisso das famílias atualmente e uma das modalidades mais caras do mercado em termos de taxa de juros”, alertou.

Atraso - Outro reflexo dos resultados do endividamento é o aumento dos consumidores que não terão condições de quitar os compromissos financeiros vencidos até o próximo mês, que somou 13,9%, indicador 2,5 pontos percentuais superior aos 11,4% registrados em maio. A pesquisa mostrou que, em média, as dívidas estão atrasadas há 72 dias e comprometem 30% do orçamento mensal.

O economista da Fecomércio-MG destacou que os compromissos financeiros recorrentes no orçamento familiar, como conta de luz e gasolina, passaram por aumentos nos últimos meses, o que compromete mais ainda o orçamento do consumidor e pode influenciar nas condições para quitar as dívidas mensais.

“Esses consumidores vão às compras sem planejamento e não têm orçamento suficiente durante o mês. O resultado pode ser associado também à crise que enxuga o orçamento das famílias frente aos compromissos que já havia adquirido. Sendo assim, mesmo que se dediquem ao pagamento das contas em atraso, precisam priorizar e acabam não conseguindo quitar todos os compromissos”, afirmou Almeida.

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