22/07/2018
Login
Entrar




Economia

06/07/2018

Energia elétrica é decisiva na alta da inflação em BH

Índice de Preços ao Consumidor Amplo sobe 1,71% na Capital
Ana Carolina Dias
Email
A-   A+
Aumento da energia elétrica em 28,61% foi impacto forte/COPEL / DIVULGAÇÃO
O custo de vida em Belo Horizonte, medido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentou variação positiva de 1,71% em junho de 2018, na comparação com o mês anterior. Os dados divulgados ontem pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead) mostram ainda que, no acumulado dos últimos 12 meses, o índice registrou alta de 5,35% e a variação entre janeiro e abril deste ano foi de 3,14%. Para o mês de junho, essa é a maior inflação desde a implantação do Plano Real, em 1994.

A energia elétrica foi a principal contribuição para a variação positiva apresentada no mês, com aumento de 28,61% em junho na comparação com maio. O aumento está relacionado ao ciclo de revisão tarifária anunciado para este ano pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Além do aumento de 18,53% na tarifa para a classe residencial, que começou a valer em 28 de maio, a mudança para bandeira vermelha no mês de junho também contribuiu para impactar o índice.

A gasolina comum, com 5,75% de aumento, o seguro voluntário de veículos (9,19%), o leite pasteurizado (10,07%) e o serviço de cabeleireiro (6,05%) também foram responsáveis pela alta do IPCA em junho. Entre os itens agregados que compõem o índice, os maiores destaques apontados pelo levantamento foram as altas de 16,09% para alimentos in natura, de 6,28% para alimentos de elaboração primária e de 4,79% para produtos administrados.

A coordenadora de pesquisa e desenvolvimento do Ipead, Thaize Martins, destacou que o resultado é atípico para o mês de junho e pode influenciar uma tendência de inflação acima da meta prevista para o fim do ano. “Apesar da previsão de alta devido à energia elétrica, a inflação de junho assustou. Com essa alta, a inflação do ano fica comprometida e muda o cenário de previsão de se manter abaixo da meta de 4,5%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice já está em 5,35%”, afirmou Martins.

Confiança – Resultado da opinião dos consumidores em relação a diversos aspectos conjunturais capazes de afetar suas decisões de consumo no curto, médio e longo prazo, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Belo Horizonte para junho deste ano alcançou a marca dos 35,37 pontos, apresentando queda de 4,22% na comparação com o mês anterior. O índice permanece abaixo dos 50 pontos, nível que separa o pessimismo do otimismo.

Entre os componentes do ICC, o Índice de Expectativa Econômica (IEE) apresentou aumento de 1,83% em relação a maio, com percepção negativa de -9,18% em relação ao item inflação e alta de 12,33% do item emprego. O Índice de Expectativa Financeira (IEF) registrou queda de 7,54% na comparação mensal, tendo como principal contribuição o item situação financeira da família em relação ao passado, com variação negativa de -9,58% no mês.

Na avaliação de Thaize Martins, a queda do ICC demonstra o pessimismo dos consumidores em junho, principalmente nas expectativas relacionadas à inflação e à situação financeira da família, que apresentaram piora na percepção. Esse contexto, segundo Martins, pode ser relacionado, principalmente, às consequências da paralisação nacional dos caminhoneiros.
“Os números refletem o cenário do mês, influenciado pelos efeitos da paralisação dos caminhoneiros no fim de maio, além da elevação de preços no início de junho e outros aumentos anunciados”, explicou a coordenadora de pesquisa do Ipead.

Cesta básica – A variação positiva do IPCA também causou impactos no custo da cesta básica, que representa os gastos de um trabalhador adulto com alimentação. O valor apresentou forte elevação, de 6,94%, na passagem de maio para junho e foi de R$ 410,93, o equivalente a 43,07% do salário mínimo.

O custo foi puxado, principalmente, pelos aumentos da batata (47,42%), da banana-caturra (36,83%), do açúcar cristal (7,48%) e do feijão carioquinha (6,73%). Martins avalia que a falta de produtos provocada pela greve dos caminhoneiros também refletiu nesse resultado. “O desabastecimento causado pela paralisação fez com que houvesse repasse para o consumidor com aumento de preços nos produtos”, disse.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

21/07/2018
Renovação da concessão da EFVM pode ser resolvida na Justiça
Estados de Minas e ES discordam do investimento da ferrovia fora da área de atuação
21/07/2018
Pessimismo aumenta na indústria mineira
Em julho, índice que mede a confiança do setor no Estado voltou a recuar e fechou em 47,1 pontos
21/07/2018
Minas mantém sequência de superávit
Em junho, saldo foi positivo em 12.143 postos de trabalho, somando 91.506 no semestre e 45.995 em 12 meses
21/07/2018
Brasil fecha 661 vagas com carteira assinada
Brasília - O Brasil encerrou o mês de junho com o fechamento de 661 vagas de emprego com carteira assinada, de acordo com o saldo entre contratações e...
21/07/2018
Governo quer leilão da Eletrobras até agosto
Perspectiva de encerrar processo até o fim do próximo mês tentará evitar liquidação de distribuidoras
› últimas notícias
Exportações de soja devem ser recorde no próximo ano
Renovação da concessão da EFVM pode ser resolvida na Justiça
Pessimismo aumenta na indústria mineira
Minas mantém sequência de superávit
Brasil fecha 661 vagas com carteira assinada
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


21 de julho de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.