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Economia

13/06/2018

Greve não afeta planejamento da empresa

Reuters
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Cadeias de perecíveis e de proteína animal foram as mais afetadas no Grupo Pão de Açúcar pela greve dos caminhoneiros/Marcos Santos/USP Imagens
São Paulo - As turbulências das últimas semanas no Brasil, incluindo a greve dos caminhoneiros, ainda não justificam mudanças no planejamento estratégico do Grupo Pão de Açúcar (GPA) para este ano, disse ontem o presidente-executivo da empresa, Peter Estermann.

“Não mudamos as premissas orçamentárias para este ano por enquanto... nós temos potencial para recuperar esse pequeno impacto”, afirmou a jornalistas às margens do Brazilian Retail Week 2018, citando a maior resiliência das operações de varejo alimentar.
Neste segmento, as cadeias mais afetadas pela paralisação dos caminhoneiros entre 21 e 31 de maio foram as de perecíveis e proteína animal, segundo o executivo. “A ruptura foi significativa, mas nada que não consigamos recuperar”, concluiu.

No caso da Via Varejo, a rede de móveis e eletrodomésticos do GPA, ele destacou que todos os projetos estão em dia e por enquanto não se espera alterações no ritmo de abertura de lojas ou de investimentos.

“Sigo motivado de que vamos executar o que temos planejado”, destacou. Estermann ponderou, contudo, que o GPA continuará monitorando de perto o comportamento da economia brasileira no segundo semestre e, se necessário, fará ajustes no planejamento.
As units da Via Varejo subiam 6,85% por volta das 15h40 de ontem, recuperando-se do tombo de mais de 5% sofrido durante a greve de caminhoneiros e liderando a ponta positiva do Ibovespa, que cedia 0,14%.

Na contramão, as ações preferenciais do GPA recuavam 1,07%.
De acordo com Estermann, a expectativa para as vendas na Copa do Mundo é positiva tanto nas bandeiras do GPA - Extra, Assaí e Pão de Açúcar - quanto nas da Via Varejo -- PontoFrio e Casas Bahia. “Estamos bem preparados, com bom estoque”, apontou.

Via Varejo - Questionado sobre a saída de seis executivos da Via Varejo na última semana, sendo três da diretoria executiva, Estermann falou que a decisão buscou horizontalizar a operação.

Ainda segundo ele, um dos diretores-executivos, Vitor Fagá, saiu para assumir uma função no próprio GPA. Os outros dois, Marcelo Lopes e Luiz Henrique Vendramini, deixaram a empresa.

Com as mudanças, a diretoria executiva passa a ser composta por quatro pessoas, contra sete anteriormente. Além de Paulo Naliato (COO), Felipe Negrão (CFO e RI), Izabel Branco (RH e Sustentabilidade), a Via Varejo ainda está em processo de contratação de um “chief digital officer”, que se encarregará de toda a parte de transformação digital.

Desde outubro de 2016, a rede de móveis e eletrodomésticos passa por um intenso processo de transformação digital do negócio que, segundo Estermann, deve avançar para “integração absoluta” das plataformas no segundo semestre deste ano.

“A Via Varejo está em uma trajetória de transformação intensiva e acreditamos que em 2020 seremos outra companhia”, acrescentou o executivo, que até o fim de abril estava no comando da rede de móveis e eletrodomésticos.

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