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Economia

10/08/2018

MRS tem queda de 3,9% no lucro no semestre

Apesar do recuo nos ganhos, concessionária apurou receita líquida recorde no período de R$ 1,732 bilhão
Leonardo Francia
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Cargas relacionadas ao setor de mineração tiveram a maior participação no volume transportado pela empresa, com 68,8%/Alisson J. Silva
A MRS Logística, com sede em Juiz de Fora (Zona da Mata), fechou a primeira metade deste ano com queda de 3,9% no lucro líquido, em relação aos mesmos meses de 2017. Porém, a concessionária registrou receita líquida recorde para um primeiro semestre e também para um segundo trimestre devido aos reajustes tarifários e a um mix favorável de produtos transportados, com tarifas mais elevadas.

De janeiro a junho, o lucro líquido da MRS foi de R$ 212,5 milhões, sobre R$ 221,2 milhões nos mesmos meses de 2017. Na mesma comparação, a receita líquida, recorde para o período, somou R$ 1,732 bilhão contra R$ 1,692 bilhão, alta de 2,4%. No segundo trimestre, a receita, também recorde, bateu na casa dos R$ 911,6 milhões, 2% a mais do que em iguais três meses do ano passado.

O volume de toneladas úteis transportado pela MRS entre janeiro e junho somou 80,7 milhões de toneladas, 3,8% de recuo frente igual período de 2017 (83,9 milhões de toneladas). Apesar da queda, foram os reajustes tarifários e um mix favorável de produtos que compensaram a queda de volume e alavancaram a receita líquida do período. A tarifa média por tonelada transportada aumentou 6,2%, saindo de R$ 20,2 nos primeiros seis meses do ano passado para R$ 21,4 no mesmo intervalo de 2018.

As cargas ligadas à atividade de mineração (minério, carvão e coque) responderam por 68,8% de tudo que a MRS transportou em suas linhas férreas no primeiro semestre, chegando a alcançar 55,5 milhões de toneladas, mas com queda de 8,7% em relação ao volume do mesmo período de 2017.

As cargas gerais, basicamente tudo que não é da mineração, como produtos agrícolas, siderúrgicos, cimento, areia, outros insumos para a construção e contêineres, representaram 31,2% de tudo que a MRS transportou no semestre. Ao contrário da mineração, o transporte desses tipos de cargas cresceu 9,3% na comparação com os primeiros seis meses de 2017. No segmento, os produtos agrícolas responderam pela maior participação (66,6%), seguidos pelos produtos siderúrgicos (13,1%).

De acordo com o gerente-geral de Finanças da MRS, Felipe Perecmanis, os reajustes aplicados no semestre tiveram mais peso no transporte de minério, devido à participação maior em tudo que a concessionária transporta, do que nas cargas gerais. “Porém, dentro do conjunto de cargas gerais, tivemos a predominância do transporte de produtos com tarifas mais elevadas”, ponderou.

Perecmanis também destacou o crescimento da participação das cargas especiais em tudo que a concessionária transporta. Enquanto no primeiro semestre de 2017 o segmento respondeu por 27,5% dos produtos transportados, no mesmo período deste ano, a participação foi de 31,2%, refletindo um trabalho de cerca de três anos da concessionária em aumentar os transportes desses tipos de mercadorias.

Desalavancagem - A dívida bruta da companhia chegou ao final de junho em R$ 2,463 bilhões, valor 13,3% inferior ao registrado ao fim do mesmo mês de 2017. O gerente-geral de Finanças da MRS explicou que a queda ocorreu devido à rolagem da dívida, o que significa que as amortizações ao longo do período superaram o volume de captações.

“Um indicador eficiente para medir nossa desalavancagem é o coeficiente da dívida líquida pelo Ebitda, que mede a capacidade da empresa em pagar sua dívida. E, quanto menor esse coeficiente, melhor. No semestre, atingimos um resultado de 1,54 nesse coeficiente, um dos índices mais baixos na companhia. Considerando também que as taxas de juros estão caindo, isso teve um impacto positivo no custo dos juros e nas despesas financeiras”, explicou o gerente.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa no primeiro semestre chegou a R$ 713,7 milhões, 1% menor do que no mesmo intervalo do ano passado (R$ 721,2 milhões). “A queda aconteceu em função de manutenções programadas dos materiais rodantes (locomotivas e vagões) e do aumento do diesel no período, em comparação com o mesmo intervalo de 2017”, esclareceu Perecmanis.

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