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Agronegócio

13/07/2018

Mangalarga Marchador em crescimento

Em 2017 giro foi de R$ 500 mi, com projeção de alta de até 30% neste ano, incluindo negócios na Exposição Nacional
Michelle Valverde
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Entre 17 e 28 de julho o parque da Gameleira, na Capital, sediará a 37ª exposição, com 1,8 mil animais e 220 mil visitantes/JÚLIO OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO
Nascida em Minas Gerais, a raça Mangalarga Marchador está em pleno crescimento. Somente em 2017, movimentou mais de R$ 500 milhões em negócios em todo o País e, para 2018, a expectativa é superar o valor entre 25% e 30%. Com estimativa de mercado firme e crescimento da raça, as projeções são positivas para a 37ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, que acontece de 17 a 28 de julho, no Parque de Exposições Bolivar de Andrade (Parque da Gameleira), em Belo Horizonte.

De acordo com o diretor financeiro da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), Adolfo Géo Filho, ao longo da Nacional, principal evento da raça, deverão ser movimentados mais de R$ 30 milhões em negócios e leilões. No ano passado, o montante ficou próximo a R$ 25 milhões.

Géo explica que a raça Magalarga tem batido recordes anuais em faturamento, número de criadores, leilões e de animais registrados. Por isso, as expectativas em relação ao mercado e à exposição são positivas.

“O Mangalarga Marchador é um cavalo de alta qualidade e a raça está em pleno crescimento. A associação conta, hoje, com cerca de 16 mil criadores e um plantel de 600 mil cabeças registradas. Desse total, cerca de 50%, tanto de criadores como de animais, são de Minas Gerais. Nos últimos dois anos e meio, período em que estamos à frente da ABCCMM, mais de 4 mil novos criadores ingressaram na raça. Estamos fomentando e esperamos atrair novos criadores”, explicou.

Ao longo da Nacional do Mangalarga Marchador, a expectativa é que o número de visitantes chegue a 220 mil. Ao todo estarão presentes 1,8 mil animais, volume máximo comportado pela estrutura do Parque da Gameleira. Este ano, serão dois leilões, um de animais e o outro de embriões. Juntos, deverão movimentar em torno de R$ 8 milhões em faturamento. Além dos animais, haverá julgamentos e diversas provas.

“O faturamento da Nacional deve superar os R$ 30 milhões, contando com leilões e demais negócios gerados ao longo do evento. A exposição é um momento importante para o criador por ser uma oportunidade de efetuar negócios. Além disso, as premiações concedidas aos melhores exemplares da raça nos julgamentos e provas promovem uma grande valorização financeira do animal”, disse Géo.  

O criador que participar do evento também poderá comprar equipamentos e insumos voltados para o setor. No local, estarão diversas empresas de medicamentos, máquinas, equipamentos, selaria e demais insumos.

Outra importante ação durante a Nacional do Mangalarga são os cursos e palestras voltadas para atualização e capacitação dos criadores e profissionais da área. De acordo com Géo, a programação está bem variada e a participação dos criadores é importante para o avanço da raça.

Mercado - Em relação ao mercado, as expectativas também são positivas. Em 2017, os negócios envolvendo os cavalos Mangalarga Marchador movimentaram mais de R$ 500 milhões, sendo cerca de R$ 150 milhões somente com leilões e R$ 350 milhões em negócios na base da raça.

“A expectativa é superar o faturamento registrado em 2017. Somente no primeiro semestre de 2018, registramos uma alta de 40% nos números de feiras e exposições realizadas pela raça em todo o País. Por isso, acreditamos que o faturamento crescerá entre 20% e 25% neste ano. Estamos na contramão da crise vivenciada no País e isso é muito importante por estarmos gerando empregos e renda”.

Além dos trabalhos desenvolvidos pela ABCCMM para atrair novos criadores, por ser uma raça dócil e um cavalo que se adapta ao trabalho nas fazendas, cavalgadas e passeios, em função da marcha confortável, a procura e os investimentos nos exemplares são crescentes. Em todo o País e, principalmente, em Minas Gerais, os criadores são de porte bem variado, desde os pequenos que criam cerca de cinco cavalos, até os grandes que têm plantel com mais de mil animais. “A raça tem espaço para crescer e mercado para todo mundo”, disse Géo.

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