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Finanças

13/07/2018

Mercado reduz previsão de déficit para R$ 149 bilhões em 2018

Nova estimativa segue abaixo da meta estipulada pelo governo para o ano
Agência Estado
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Para 2019, porém, houve piora nas projeções, que agora apontam para um rombo de R$ 123 bi/Arquivo
Brasília - Depois de piorarem as previsões para o déficit primário no mês de junho, as projeções dos analistas de mercado ouvidos pelo Ministério da Fazenda em julho são de um déficit um pouco menor neste ano. De acordo com o boletim Prisma Fiscal deste mês, divulgado ontem pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da pasta, a mediana das previsões para este ano passou de um rombo de R$ 151,192 bilhões, previsto em junho, para um déficit de R$ 149,642 bilhões. O valor está abaixo da meta de 2018, que permite um déficit de R$ 159 bilhões.

Em maio, antes da greve dos caminhoneiros e da criação de um programa de subsídio para o diesel, a projeção era de resultado negativo em R$ 138,543 bilhões.

Para 2019, os analistas projetaram um resultado negativo de R$ 123,288 bilhões, pior do que a previsão anterior de R$ 117,875 bilhões. A meta de 2019 permite um déficit de R$ 139 bilhões.

O Prisma deste mês também revisou para baixo as previsões do mercado para a arrecadação das receitas federais em 2018, com a estimativa retornando de R$ 1,445 trilhão para R$ 1,444 trilhão. Para o ano que vem, a projeção para a arrecadação também caiu de R$ 1,552 trilhão para R$ 1,547 trilhão.

A estimativa para a receita líquida do governo central neste ano foi mantida em R$ 1,217 trilhão, enquanto para o próximo ano passou de R$ 1,303 trilhão para R$ 1,302 trilhão.
Já pelo lado do gasto, a projeção de despesas totais do governo central este ano foi de R$ 1,367 trilhão para R$ 1,366 trilhão. Para 2019, a estimativa passou de R$ 1,420 trilhão para R$ 1,422 trilhão.

A mediana das projeções dos analistas do Prisma para a Dívida Bruta do governo central ao fim de 2018 passou de 75,8% do Produto Interno Bruto (PIB) para 76% do PIB. Para 2019, a previsão, que estava em 77,8% do PIB, subiu para 78,10% do PIB no relatório de ontem.

Curto Prazo - O Prisma também trouxe projeções fiscais para este e os próximos dois meses. Para julho, a previsão de superávit passou de R$ 19,007 bilhões para R$ 19,143 bilhões. Para agosto, a estimativa de déficit primário foi de R$ 16,490 bilhões para R$ 17,528 bilhões. A projeção para o mês de setembro é de déficit de R$ 24,650 bilhões ante previsão anterior de R$ 24,690 bilhões.

CONTAS DOS PRÓXIMOS ANOS PREOCUPAM

São Paulo/Brasília - O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse ontem que o governo não tem dúvidas de que vai conseguir cumprir a meta fiscal deste ano, que permite um rombo de até R$ 159 bilhões nas contas públicas. Mas, com o ritmo de votação de projetos do Congresso Nacional que aumentam as despesas e concedem mais isenções a setores específicos, a preocupação é em relação aos próximos anos. Reportagem publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” mostrou que projetos aprovados no Congresso têm impacto potencial de mais de R$ 100 bilhões para os cofres públicos.

Guardia também anunciou que o governo trabalhará com expectativa de alta de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, a ser apresentada no próximo dia 22, na divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas. Oficialmente, o governo ainda trabalha com projeção de crescimento de 2,5% para este ano.

“O que temos de assegurar são as condições daqui para frente, e aí temos de assegurar a agenda de reformas”, afirmou o ministro, ressaltando que a aprovação da reforma da Previdência continua “absolutamente fundamental”, até mesmo para dar maior credibilidade para a medida que fixa um teto para a alta dos gastos públicos (a regra que limita o aumento dos gastos à variação da inflação).

Guardia participou do Broadcast Ao Vivo Interativo, programa em que assinantes do Broadcast - produto de informação em tempo real do Grupo Estado - participam enviando perguntas ao entrevistado.

Cenário atual - Uma das questões direcionadas ao ministro foi sobre a diferença entre o momento atual e o ano de 2002, quando o mercado ficou estressado diante da possibilidade de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Guardia disse que a questão fiscal agora está pior do que naquela época. Já a situação das contas externas está bem melhor agora. “A gente tinha a dívida interna atrelada ao dólar. Éramos devedores líquidos em moeda estrangeira”, afirmou ele.

“Outra diferença é que, naquele momento, o Tesouro não tinha um colchão de liquidez como o que tem hoje”, destacou o ministro, ressaltando que o Banco Central também tem mais instrumentos para evitar muita volatilidade no mercado. “Em abril de 2002, o Tesouro tinha menos de R$ 40 bilhões em caixa”, ressaltou. Hoje o “colchão de liquidez” está próximo dos R$ 600 bilhões, completou o ministro.

Na área fiscal, Guardia destacou que, na época, havia superávit primário, enquanto hoje há um déficit primário. Já a inflação hoje é bem menor do que naquela época. “Temos incerteza em relação à transição política. Isso é normal, mas, cada vez mais, os agentes vão perceber que existe compromisso dos principais candidatos com a continuidade das reformas”.

Guardia ressaltou que, embora deputados e senadores avancem em pautas apelidadas de “farra fiscal” - por causa do impacto nas contas públicas -, o Congresso também aprovou projetos importantes para a área econômica. Ele mencionou que, na Câmara, já passaram o projeto de lei da venda das distribuidoras da Eletrobras, do cadastro positivo, a duplicata eletrônica e a questão dos distratos imobiliários.


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