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Economia

10/03/2018

Minas terá a 1ª usina híbrida do País

Empreendimento hídrico e solar será instalado no Norte de Minas, com aporte de R$ 24,4 mi
Mara Bianchetti
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Projeto de pesquisa e desenvolvimento será feito através de um convênio entre governo estadual, Cemig e do Movimento dos Atingidos por Barragens/Alisson J. Silva
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vai investir R$ 24,4 milhões na instalação da primeira usina de geração híbrida de energia hídrica e solar do País. Trata-se de um projeto de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) que será realizado em conjunto com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) na Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santa Marta, localizada em Grão Mogol, no Norte de Minas, região que possui o melhor potencial de geração de energia solar do Estado.

De acordo com o diretor-presidente da subsidiária da estatal mineira, Efficientia S.A., Henrique Heringer, o projeto vai permitir o estudo da conexão de duas fontes de energia diferentes no Sistema Interligado Nacional (SIN), promovendo, de forma sustentável, o desenvolvimento econômico e social da região.

“É uma iniciativa pioneira também neste sentido. As comunidades locais serão beneficiadas pela geração da energia limpa e ainda terão a oportunidade de integrar o projeto, uma vez que a ideia é aproveitar a mão de obra local para operar a usina integrada”, explicou.

Segundo ele, esta é uma forma de beneficiar os consumidores de baixa renda de duas maneiras: tanto com o serviço quanto com uma energia mais barata, caso o menor custo realmente se confirme. “Esse projeto de P&D poderá se desdobrar em vários resultados. Temos 48 meses para executá-lo”, afirmou.

A intenção, para isso, conforme o diretor-presidente, é lançar, dentro de quatro ou cinco meses, uma licitação para escolha da empresa que irá instalar as placas na PCH. “Em um ano já estaremos em operação e aí será possível ver, na prática, os resultados da usina híbrida”, completou.

Há uma expectativa ainda em relação à diminuição do nível de evaporação da água dos reservatórios. Caso isso se confirme, o projeto poderá ser replicado para outras usinas, e até mesmo para a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que possui reservatórios com altos níveis de evaporação e perda de água, de acordo com Heringer.

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Convênio - Para a concretização do projeto, foi assinado um convênio, na semana passada, pelo governador Fernando Pimentel, a Cemig e o MAB. Para realização do projeto, serão instaladas células fotovoltaicas com potência total de 1,2 MWp (megawatt-pico) no espelho d’água do reservatório da PCH Santa Marta. A PCH possui 1 MW de potência de geração hídrica, e o seu reservatório tem uma área de 0,72 quilômetros quadrados.

Com a instalação da planta piloto fotovoltaica flutuante, a usina híbrida passará a uma potência total de 2,2 MW no momento de maior radiação solar do dia. Essa energia será utilizada para abastecer 1.250 famílias de 21 municípios do semiárido mineiro, localizadas próximas ao reservatório. Além disso, a iniciativa vai permitir a geração de emprego e renda com o aproveitamento de mão de obra local, oriunda das cidades do entorno.

A seleção do MAB, por meio da Associação Estadual de Desenvolvimento Ambiental e Social, aconteceu a partir de um chamamento público feito pela Cemig que recebeu ao todo sete propostas com interesse em participar do projeto. Uma comissão interna avaliou que o MAB reunia as melhores condições. A instalação das células fotovoltaicas e a supervisão, controle e automação da conexão das fontes de energia ficarão sob responsabilidade da PUC Minas e das subsidiárias da Cemig, Axxiom Soluções Tecnológicas e Efficientia S.A.

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