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Internacional

12/07/2018

Opep estima redução da demanda em 2019

Reuters
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Segundo organização, no próximo ano, o mundo precisará de 32,18 milhões de barris por dia da produção de seus membros/ISAAC URRUTIA/REUTERSD
Londres - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) projetou ontem que a demanda mundial por seu petróleo cairá no próximo ano, à medida que o crescimento do consumo diminui e a produção de rivais aumenta, apontando para um retorno do mercado de petróleo a um superávit, apesar de um pacto da própria organização para restringir o fornecimento.

Ao divulgar suas primeiras previsões para 2019 em um relatório mensal, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo disse que o mundo precisará de 32,18 milhões de barris por dia de seus 15 membros no próximo ano, uma queda de 760 mil bpd ante este ano.

O recuo na demanda pelo petróleo da Opep significa que haverá menor pressão sobre produtores como a Arábia Saudita para que compensem as perdas de oferta devido à menor produção da Venezuela e da Líbia e à iminente queda nas exportações do Irã devido ao retorno das sanções dos Estados Unidos (EUA) contra o país.

“Após o robusto crescimento visto neste ano, os desenvolvimentos no mercado de petróleo deverão ser levemente moderados em 2019, com a economia mundial e a demanda global por petróleo estimadas em um crescimento um pouco menor”, escreveu a Opep no relatório.

Margem para crescer - O forte ritmo de elevação na demanda por petróleo que ajudou a Opep a equilibrar o mercado deve se dissipar no próximo ano. A Opep estima que a busca global por petróleo subirá em 1,45 milhão de bpd, ante 1,65 milhão neste ano, o que deixaria margem para acomodar eventual crescimento maior.

“Se a economia global tiver um desempenho melhor que o esperado, levando a maior crescimento na demanda por petróleo, a Opep vai continuar a ter oferta suficiente para apoiar a estabilidade do mercado”, disse o grupo.

Além disso, os preços mais altos, após o acordo da Opep para conter a oferta, impulsionaram o crescimento de produtores rivais, como as empresas de petróleo “shale” nos EUA. A Opep prevê que a oferta de países que não fazem parte do cartel aumente em 2,1 milhões de bpd no próximo ano, bem além da expansão na demanda mundial.

O crescimento da oferta no próximo ano será liderado pelos Estados Unidos, com contribuição também do Brasil e do Canadá.

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