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Finanças

17/04/2018

Pesquisa de intenção de votos derruba índice

Cenário indefinido para a sucessão presidencial no País leva indicador a fechar em queda de 1,75%
Reuters
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Ibovespa encerrou o movimento da segunda-feira a 82.861 pontos, com o giro financeiro somando R$ 12,83 bilhões/Reuters/Paulo Whitaker
São Paulo - O principal índice acionário da bolsa paulista fechou em queda ontem, com cautela diante de incertezas em relação à política local, após a primeira pesquisa de intenção de votos desde a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Ibovespa fechou em queda de 1,75%, a 82.861 pontos. O giro financeiro somou R$ 12,83 bilhões, incluindo o exercício de opções sobre ações que movimentou R$ 3,667 bilhões.

No fim de semana, a pesquisa Datafolha mostrou um cenário ainda bastante indefinido, com Lula à frente, enquanto em uma disputa sem sua candidatura, a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) aparecem como os dois candidatos à frente, em empate técnico.

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB) tem 10% no cenário sem Lula, enquanto o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) teria 9% e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) chega a até 8%.

“O investidor está começando a perceber que as eleições serão bem mais imprevisíveis do que o mercado esperava”, ponderou um analista de uma corretora nacional.

Ainda no front local, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado na manhã de ontem, apresentou expansão de apenas 0,09% em fevereiro na comparação com o mês anterior, em dado dessazonalizado. O número veio abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de crescimento de 0,15%.

No exterior, os investidores seguem atentos aos eventuais desdobramentos do ataque dos Estados Unidos e aliados à Síria, embora as preocupações de uma represália da Rússia tenham diminuído ao longo do fim de semana, amenizando as preocupações.

Moeda norte-americana - O dólar terminou a segunda-feira com pequena baixa ante o real com leve correção após a alta recente, movimento favorecido pela percepção de que não deve haver escalada militar na Síria após ataque dos Estados Unidos, França e Reino Unido no fim de semana.

O dólar recuou 0,41%, a R$3 ,4120 na venda, depois de ter oscilado entre a mínima de R$ 3,4060 e a máxima de R$ 3,4366. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,36%.
“A operação militar dos EUA (e seus aliados) na Síria, até este momento, mostrou-se um ataque pontual e preciso”, afirmou um gestor de investimentos de uma corretora nacional.

Forças dos Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram ataques aéreos contra a Síria no início do sábado (horário local), em resposta a um ataque com gás venenoso que matou dezenas de pessoas na semana passada, na maior intervenção de potências ocidentais contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Com a retórica de que não haveria mais ataques e sem respostas mais contundentes da Rússia, aliada do governo sírio, os mercados internacionais operaram com relativa calma na sessão de ontem, apostando que não haverá escalada militar na região.

No exterior, o dólar recuava ante a cesta de moedas com investidores respirando um pouco mais aliviados após os ataques. Ante divisas de países emergentes, o dólar operava com leves baixas.

Nas duas últimas semanas, o dólar acumulou alta 3,82% ante o real, influenciado pelos temores com a cena política local e as eleições no fim do ano, além de eventual guerra comercial entre Estados Unidos e China. Esses ganhos acabaram gerando movimento de correção na sessão de ontem, embora o fôlego tenha sido limitado por saída de recursos dos mercados locais.

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