19/06/2018
Login
Entrar




Agronegócio

14/03/2018

Preço da soja dispara com menor plantio na safra

AE
Email
A-   A+
Valor da saca de 60 quilos subiu 33,3% para produtor de São Paulo, em apenas duas semanas/Faemg/Divulgação
Capão Bonito (SP) - A colheita mais tardia da safra de soja, por atraso na época do plantio, levou o agricultor Emilio Kenji Okamura a reduzir, em ao menos 25%, a área cultivada com milho safrinha, na safra 2017/18. Dos 750 hectares pretendidos, ele está plantando 550 hectares em área desocupada pela colheita da soja, na fazenda Vale Grande, em Capão Bonito, interior do Estado de São Paulo.

Okamura não vê motivos para lamentar o plantio menor. Muitos outros produtores tiveram de fazer o mesmo, derrubando a previsão de safra do grão, o que, por outro lado, resultou em alta na cotação do milho. Em duas semanas, a saca de 60 quilos subiu de R$ 30 para R$ 40, ou 33,3%, para o produtor. O agricultor explica que a seca no período de plantio da soja atrasou a semeadura da oleaginosa, que teve o desenvolvimento retardado também por períodos de dias nublados.

Com isso, a “janela” para o plantio do milho ficou mais curta. “Muito produtor está colhendo a soja agora, quando já ficou tarde para semear o milho safrinha, devido ao risco de geada na entrada do inverno. Em nossa região, o período ideal terminou no dia 28 de fevereiro. Depois disso, o risco aumenta”, esclareceu Okamura.

Ele conta que, no Paraná, a queda no plantio do milho safrinha foi ainda mais expressiva, trazendo impacto na cotação.

Argentina - A quebra na produção de milho argentino, causada pela estiagem, também influenciou os preços por aqui. “Fala-se numa produção bem menor que a prevista. Se isso se confirmar, os preços podem subir ainda mais”, disse.

Okamura afirma ser do tempo em que o milho era plantado no verão. Com o avanço da soja, que tem mercado mais seguro, os produtores passaram a dar mais espaço para a oleaginosa na safra principal, relegando o milho à segunda safra.

O surgimento de pragas com maior incidência no período do calor contribuiu para a mudança. “Se, há dez anos, eu plantava 700 hectares de milho no verão, hoje, não passo de 200 hectares”, observa.

Essa migração levou as empresas de sementes a desenvolver cultivares próprios para a safrinha, plantada entre o verão e o inverno. Por conta do clima, o milho da safrinha é menos produtivo que o da safra de verão. Naquela, a produção média é de 130 sacas por hectare, enquanto a de verão chega a 230.

Soja - O produtor lembra que o preço da soja também subiu, impactado pelas condições adversas para a cultura no Sul do País e, principalmente na Argentina. No país vizinho, onde as lavouras ainda estão em desenvolvimento, a falta de chuvas comprometeu a produtividade em 50% da área cultivada. “Já se fala numa quebra de 10 milhões de sacas, fazendo o preço da soja subir de R$ 65 para R$ 72, nos últimos dez dias”.

Ele diz que o preço está melhor que na safra passada, quando o valor médio da soja no campo ficou abaixo de R$ 65. De olho na tendência de alta, muitos produtores estão segurando a venda da soja que não foi comercializada no mercado futuro.

Okamura só vendeu 15% da produção. “A venda do restante vai ser na cotação do dia”, disse.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

19/06/2018
Megaleite deve girar R$ 25 mi, com atenção para genética
Feira acontece de 20 a 23 de junho
19/06/2018
Produtores e consumidores têm nova relação
Brasília - Apesar de o Brasil ainda ser um país de baixa escolaridade (51% concluiu apenas o ensino fundamental e há elevado índice de analfabetismo funcional), o...
19/06/2018
Copersucar prevê menor produção de açúcar
São Paulo - A brasileira Copersucar, maior comerciante global de açúcar e etanol, espera uma produção menor de açúcar no Centro-Sul do País...
16/06/2018
Queijo Minas recebe sinal verde para ganhar o território brasileiro
Até então, o comércio interestadual de produtos artesanais de origem aninal só era permitido com o SIF
16/06/2018
Coleta de Sempre-Vivas pode ganhar selo
Minas Gerais pode ter o primeiro Patrimônio Agrícola Mundial brasileiro. É o sistema de agricultura tradicional da Serra do Espinhaço, no Território Alto...
› últimas notícias
Preço do diesel recua R$ 0,41 em Minas
Mais de 40% das empresas usam planilhas ao contratar
Inadimplência recua na Capital
TCU vai apurar se cobrança por despacho de bagagem reduziu preços das passagens
Governo espera movimentar a economia com liberação de saques
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


19 de junho de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.