Publicidade
23/04/2018
Login
Entrar

Política

17/04/2018

Procuradora reforça denúncia contra Aécio no Supremo

Ministros decidem hoje se o senador vai virar réu
AE
Email
A-   A+
Aécio Neves afirmou que a Procuradoria-Geral da República ?falseou? informações/Marcelo Camargo/ABr
Brasília - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, voltou a pedir que o Supremo Tribunal Federal (STF) receba integralmente a denúncia contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e outras três pessoas. O posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) consta em um memorial enviado ontem aos ministros da Corte.

A Primeira Turma do Supremo, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso, julga hoje se recebe a denúncia oferecida pela PGR contra o senador pelos supostos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça, instaurado em maio de 2017, com base na delação da JBS.

O relator do inquérito é Marco Aurélio Mello e a defesa do senador tem a expectativa de que a denúncia seja rejeitada pela Corte. Aécio aparece em uma gravação em que pede R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, que administra a JBS, sob a justificativa de que precisava pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato.

No documento enviado ontem ao STF, a procuradora-geral rebate os argumentos apresentados pelos advogados dos denunciados com o propósito de impedir a continuidade do processo. “As imputações de crimes feitas a cada acusado baseiam-se em prova robusta, tais como áudios de gravação ambiental admitida por lei e pela jurisprudência do STF; e em e áudios e vídeos coligidos em ações controladas autorizadas pelo STF”, escreve Raquel Dodge.

A defesa alega que o acordo de colaboração premiada firmado entre a PGR e os executivos da J&F seria inválido por falta de voluntariedade dos colaboradores. No documento, Raquel cita fatos que confirmam a vontade do empresário em firmar o acordo. Também assegura que as provas que integram a denúncia são plenamente válidas.

“Diversamente, e como únicas defesas possíveis, os acusados tentam invalidar as provas; ou reinterpretar os fatos provados (dizendo, por exemplo, que os R$ 2 milhões recebidos consistiam em empréstimo, e não em vantagem indevida).” E prossegue: “Percebe-se claramente que a defesa usa argumentos inconsistentes para introduzir conclusão equivocada, que lhe beneficia”.

Raquel Dodge ainda afirma, com base nas interceptações telefônicas, que as articulações feitas pelo senador “mostram que sua conduta incluiu todas as formas que estavam ao seu alcance para livrar a si mesmo e a seus colegas das investigações, desbordando de seu legítimo exercício da atividade parlamentar”. “Ao contrário, o senador não poupou esforços para, valendo-se do cargo público, atingir seus objetivos”, ressalta a procuradora-geral.

Leia também:
Tucano nega que fez “ilegalidades”


Defesa - Em um artigo publicado ontem no jornal “Folha de S.Paulo”, o senador diz que no País todos os políticos são considerados, de antemão, culpados. No texto, Aécio diz que em 2017 precisou contratar advogados, então sua mãe colocou um apartamento à venda porque ele não possuía os recursos necessários. Sua irmã ofereceu o imóvel a alguns empresários, incluindo Joesley Batista.

O senador mineiro diz ainda que a PF recuperou um telefonema, não citado pelo delator, em que fica claro o objetivo do contato feito, que era a venda do imóvel. E diz estar arrependido de ter usado, “numa conversa criminosamente gravada e induzida por Joesley”, vocabulário inadequado e fazer “brincadeiras injustificáveis e de mau gosto”, das quais afirma estar arrependido profundamente. “Fui ingênuo, cometi erros e me penitencio diariamente por eles, mas não cometi nenhuma ilegalidade”, argumenta Aécio.

Procurado pela reportagem, o advogado Alberto Zacharias Toron, que defende o senador tucano, foi sucinto: “Nós não temos sinalização de como a turma irá julgar, mas a expectativa é de ser rejeitado”.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

21/04/2018
MP abre inquérito sobre Alckmin
São Paulo - O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para investigar o ex-governador e pré-candidato do PSDB à Presidência da...
21/04/2018
Aécio recebeu R$ 110 mi, afirma Joesley
Valores teriam sido distribuídos na campanha do senador à Presidência da República em 2014
20/04/2018
Cumprimento da pena de Maluf em regime domiciliar
Deputado afastado não pode apresentar recurso
20/04/2018
Mello envia ADC do PCdoB ao plenário
Inclusão da ação na pauta de julgamentos do Supremo depende agora da presidente Cármen Lúcia
20/04/2018
Investigações sobre Aécio são prorrogadas
Brasília - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu prorrogar por 60 dias as investigações sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no...
› últimas notícias
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


20 de abril de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.