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DMEP - Cegueira das Organizações

13/03/2018

Será que devo investir nesta startup? (Parte 1)

BRUNO PFEILSTICKER*
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Será que devo investir nesta startup? Esta é uma pergunta cada vez mais comum nos dias de hoje. A frequência alta de ocorrências deste tipo de questionamento poderia ser justificada por diferentes fatores, mas, de forma objetiva, entendo que a queda nas taxas de juros e a pujança do empreendedorismo e inovação são as principais razões para o crescente surgimento de oportunidades de investimento em startups.





Para tomar uma decisão assertiva de investimento é preciso primeiro compreender os momentos de uma empresa emergente, entender os riscos e os deliverables esperados para cada uma destas etapas. Em linhas gerais, três grandes etapas podem ser identificadas: uma de ideação, outra de implantação e a terceira de crescimento. A primeira etapa é caracterizada pela ideação e validação de produto. A implantação se caracteriza pela otimização do modelo de negócio e tração de mercado, enquanto na terceira fase, o crescimento, espera-se que a empresa consolide sua atuação no mercado.

Além disso, é importante entender os tipos de investimento realizados, os perfis típicos de investidores e os valores médios aportados em cada uma destas etapas. Até que a empresa comprove seu modelo de negócio e que tenha um tracionamento agressivo de mercado, considera-se que ela atravessa o vale da morte. Este recorte está alinhado às etapas de concepção/implantação e representa o período de maior incidência de fracassos das startups, portanto, representando o maior risco para um investimento. Como apontado no esquema a seguir, em um recorte mais inicial da concepção/implantação, os investimentos realizados no earlystages são feitos por amigos e família, além de aportes realizados por investidores anjos. Os valores normalmente aportados giram, no Brasil, entre R$ 50 mil até R$ 300 mil.


Em um extremo mais avançado da concepção/implantação são realizados os investimentos de seed money, ou capital semente, que giram entre R$ 500 mil e R$ 1,5 milhão. Este perfil de investimento, no Brasil, normalmente é feito por fundos institucionais, clubdeals ou Family offices. Em alguns casos são realizados aportes intermediários entre os dois extremos desta fase de concepção e implantação, chamado de investimento pre seed, cujos valores giram entre as faixas acima estabelecidas.

Na fase final de implantação da empresa e na fase de crescimento os investimentos realizados são os chamados series A, B e C, com valores na maior parte das vezes, superiores à R$ 3 milhões a R$ 5 milhões, em um extremo inicial. Normalmente são realizados por fundos institucionais de venture capital e private equity.
Em um próximo ensaio falarei sobre os critérios norteadores para tomada de decisão de investimentos em uma startup ou portfolio de empresas.

*Sócio-diretor da DMEP

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