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Economia

14/06/2018

Siderurgia mineira perde espaço para o Rio de Janeiro

Líder desde 1967, parque mineiro respondeu por 30,84% do total em 2017, ante 30,85% do estado fluminense
Mara Bianchetti
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O movimento de aproximação da produção siderúrgica do Rio à de Minas vem ocorrendo desde 2012/Divulgação
Apesar de Minas Gerais sediar um número considerável de siderúrgicas nacionais e internacionais, o Estado tem perdido espaço para o Rio de Janeiro na produção de aço nos últimos anos. Dados do Instituto Aço Brasil (Aço Brasil) revelam que o perfil da indústria siderúrgica nacional vem mudando e que Minas, que liderava a produção desde 1967, no ano passado perdeu o primeiro lugar para o estado fluminense.

A produção brasileira de aço em 2017 chegou a 34,3 milhões de toneladas. Minas Gerais foi responsável por 30,84% deste total, o equivalente a 10,57 milhões de toneladas. Já o Rio de Janeiro, por 30,85% ou 10,58 milhões de toneladas.

De acordo com o presidente do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, esta foi a primeira vez que Minas apareceu em segundo lugar no ranking das unidades federativas produtoras siderúrgicas. O motivo, segundo ele, está na entrada de novos players no mercado, como a instalação da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, em 2012.

“Na verdade, nem consideramos que o Rio de Janeiro passou à frente, mas que houve um empate técnico entre as regiões, pois a diferença foi muito pequena”, justificou.

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De toda forma, vale destacar que Minas Gerais conta com nove unidades siderúrgicas, ao passo que o Rio de Janeiro com apenas cinco. No entanto, a produtividade das companhias instaladas no estado vizinho está maior e indica que nem mesmo a vocação do Estado, com uma das maiores reservas de minério de ferro do Brasil, nem o fato de abrigar as mais antigas unidades produtoras, têm sido suficientes para manter a competitividade mineira.

Entre as que atuam em Minas estão Aperam South America, Gerdau Açominas, ArcelorMittal Aços Longos (2), Gerdau Aços Longos (2), Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) e Vallourec (2). No Rio de Janeiro atuam a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), ArcelorMittal Sul Fluminense (2), Gerdau Aços Longos e Ternium Brasil.
Os dados do Aço Brasil mostram ainda que o movimento de aproximação da produção siderúrgica do estado fluminense à de Minas vem ocorrendo desde 2012 com a chegada da CSA e que se intensificou ainda mais com o início da crise, entre o final de 2014 e o início de 2015.

Em 2016, porém, o estado mineiro conseguiu manter a liderança, devido ao desligamento do alto-forno da CSN, em Volta Grande (RJ). Já no ano passado, a empresa reacendeu o equipamento, elevando novamente a capacidade das siderúrgicas fluminenses.

Em âmbito nacional, o faturamento anual do setor gira em torno de R$ 82 bilhões, permitindo uma participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 0,6%. O número de colaboradores beira os 100 mil. Já os investimentos das siderúrgicas no País entre 2008 e 2016 chegaram a R$ 25 bilhões. Por outro lado, outros US$ 3 bilhões deixaram de ser aportados em função da crise vivida pelo setor.

“A siderurgia viveu a pior crise de sua história nos últimos anos. Somente neste período, tivemos 74 unidades siderúrgicas paralisadas, incluindo altos-fornos, aciarias, laminações, dentre outras linhas produtivas”, enumerou o presidente do Aço Brasil.

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