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Economia

14/03/2018

Vale da Eletrônica quer se tornar um parque tecnológico aberto

Projeto inédito no País dará ainda mais visibilidade ao polo eletroeletrônico mineiro
Ana Amélia Hamdan
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O Vale da Eletrônica, considerado o maior polo de tecnologia eletrônica do País, produz aproximadamente 15 mil produtos/Sanzio Melo/Divulgação
A cidade de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, conhecida como Vale da Eletrônica, pode se tornar um grande parque tecnológico aberto, ainda neste ano. O presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto, explica que a ideia inovadora, inédita no País, prevê que as 153 empresas de eletroeletrônica, os centros de ensino e laboratórios de pesquisa instalados no município sejam considerados como um grande parque tecnológico. O investimento estimado é de R$ 15 milhões e inclui a construção de uma sede.

Segundo Souza Pinto, o Sindvel mantém negociações com o governo do Estado para obter tal reconhecimento. Ele informa que, no prazo 60 dias, deverá haver maior detalhamento sobre datas para que a medida entre em vigor. Com o reconhecimento, os empresários passam a contar com diversos benefícios, entre eles, os fiscais. “Ao longo de 2018, o centro tecnológico aberto será reconhecido e a obra de sua sede será iniciada”, afirma.

De acordo com Souza Pinto, a ideia do parque tecnológico tradicional envolve gastos altos e parte da centralização de empresas, centros de pesquisa, prestação de serviços em determinada área geográfica, cercada por um muro. “Nosso objetivo em Santa Rita é tirar esse muro. A fronteira é a cidade, que será um centro tecnológico”, aponta Souza Pinto, informando que o município tem 380 quilômetros quadrados. Segundo ele, no Brasil não há projeto semelhante. No exterior, já há parques tecnológicos abertos, mas que envolvem mais de um município.

Na avaliação de Roberto de Souza Pinto, a cidade já tem tudo o que requer um centro tecnológico. Além das empresas tradicionais, há startups, spin-off, incubadoras, centros de capacitação em empreendedorismo, instituições de ensino e centros de pesquisa e desenvolvimento. “Também temos o alinhamento do setor privado, público e acadêmico, criando um ambiente de sinergia”, reforça.

A sede do projeto ficará em terreno doado pela prefeitura com o apoio da Câmara Municipal e receberá o nome de Sede da Governança do Parque Tecnológico Aberto de Santa Rita do Sapucaí. O projeto tem o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). No espaço haverá um ambiente de laboratório de uso coletivo.

Crescimento - Para 2018, a projeção é de crescimento de 12% – em receita e geração de empregos – nas empresas de Santa Rita do Sapucaí, que já fazem parte de um Arranjo Produtivo Local (APL). Em 2017, o faturamento do setor foi de R$ 3,2 bilhões, havendo estabilidade em relação a 2016.

“Observamos que o mercado deu sinal de retomada, com aumento das negociações. O otimismo está maior nas empresas”, disse o presidente do Sindvel. Neste início de ano, segundo ele, as contratações já aumentaram. “Toda semana, vejo as empresas anunciando vagas”, reforça.

Como apostas para 2018, ele cita a área de segurança; biomedicina, com substituição de exportação; internet das coisas; prestação de serviços tecnológicos em regime de consignação; aplicativos.

Segundo o Sindvel, o Vale da Eletrônica, considerado o maior polo de tecnologia eletrônica do País, produz cerca de 15 mil produtos e emprega 14,7 mil pessoas. Souza Pinto ressalta que na cidade as empresas encontram uma cadeia produtiva pronta e mão de obra qualificada. Entre as instituições educacionais estão o Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação (Fai); Escola Técnica de Eletrônica (ETE) e Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel).

Exportações - Há expectativa também de expansão das exportações em 2018. Para tal, em abril empresas de Santa Rita do Sapucaí participarão de feira em Las Vegas, nos Estados Unidos. O evento pode render de US$ 18 milhões a US$ 20 milhões em demanda. Em maio, os empreendedores participarão da Feira Internacional de Segurança, em São Paulo, que deve gerar encomendas no valor de R$ 500 milhões.

Mas Roberto de Souza Pinto pondera que as exportações vêm encontrando dificuldades, devido à competitividade globalizada. Como exemplo ele cita a redução de impostos aprovada pela reforma tributária nos Estados Unidos, que deixou empresas brasileiras em desvantagem. “Mas no nicho de mercado em que trabalhamos, temos boa aceitação”, pondera. Atualmente, o Vale da Eletrônica exporta para 41 países.

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