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Economia

10/02/2018

Usiminas fecha 2017 com lucro de R$ 315 mi

No último trimestre, a siderúrgica registrou prejuízo de R$ 45 milhões, 76% menor que o apurado em 2016
Mara Bianchetti
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Com novo pagamento previsto para março, saldo devedor da siderúrgica cairá para US$ 5,7 bi/Crystiam de Lima/Divulgação
Embora a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) tenha apresentado no último trimestre do ano passado um prejuízo líquido de R$ 45 milhões, 76% menor do que no mesmo período de 2016, a siderúrgica conseguiu reverter a série de perdas que vinha registrando desde 2015 e encerrou 2017 com números positivos. A companhia mineira saiu de um prejuízo de R$ 577 milhões em 2016 para um lucro líquido de R$ 315 milhões em 2017.

Na avaliação do presidente da Usiminas, Sergio Leite, só existem motivos para comemorar. Primeiro, pela série de resultados satisfatórios que a empresa atingiu no decorrer do exercício, segundo, pelas perspectivas de mercados que já começam a ser traçadas para 2018.

Ainda conforme o balanço divulgado na última sexta-feira (9) pela companhia, com o resultado do último trimestre de 2017, a Usiminas registrou Ebitda Ajustado Consolidado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) positivo de R$ 450 milhões no último trimestre do ano passado e de R$ 2,2 bilhões no acumulado de 2017. No resultado acumulado de 2016, o Ebitda Ajustado da empresa havia sido de R$ 660,4 milhões. “É uma evolução muito significativa. Com o resultado dos últimos três meses do ano passado, a Usiminas atingiu uma margem da ordem de 20,4% contra os 7,8% contabilizados no exercício anterior”, destacou.

Ainda no último trimestre de 2017, a empresa contabilizou uma receita líquida de R$ 3,1 bilhões, contra R$ 2,7 bilhões no trimestre anterior, alta de 12,4% devido ao maior volume de vendas nas unidades de siderurgia e mineração.

Neste caso, vale destacar que somente na siderurgia foram 4,026 milhões de toneladas contra 3,652 milhões de toneladas um ano antes, representando um aumento de 7,3% no volume de aço vendido.

No caso da mineração, 1,5 milhão de toneladas foram registradas em 2017 contra 904 mil toneladas em 2016. Isso significa um avanço de 66% entre os períodos. Somente as vendas para o mercado externo cresceram 287,3%.

Assim, no acumulado do ano de 2017, a receita líquida foi de R$ 10,7 bilhões, contra os R$ 8,5 bilhões registrados em 2016, crescimento de 27% em função de maiores volumes de venda de aço e minério de ferro, bem como da elevação dos preços médios ao longo do ano.

“O ano todo, de uma maneira geral, foi muito positivo. A cada trimestre podíamos comemorar mais uma reversão e voltamos a gerar emprego. O clima de otimismo voltou a reinar dentro da empresa”, revelou Leite.

A produção de aço bruto na Usina de Ipatinga, no Vale do Aço, no quarto trimestre do ano passado atingiu 747 mil toneladas, ligeiramente inferior à registrada no trimestre anterior. Já a produção de laminados totalizou 1,1 milhão de toneladas, a maior dos últimos oito trimestres, e de 4 milhões de toneladas no consolidado do ano passado. Um crescimento de 11,8% em relação à produção de laminados registrada em 2016, de 3,6 milhões de toneladas.

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Dívida - Em relação à dívida da companhia, o presidente lembrou que no fim do terceiro trimestre de 2017 estava em US$ 6,9 bilhões, mas que, com a antecipação dos pagamentos a bancos brasileiros e japoneses a título de amortização parcial do saldo em aberto, em 31 de dezembro do ano passado o valor caiu para R$ 6,6 bilhões.

“Porém, no mês passado amortizamos mais US$ 180 milhões e encerramos janeiro com a dívida em US$ 6,09 bilhões. Além disso, um novo pagamento está previsto para março, quando deveremos chegar ao saldo devedor de US$ 5,7 bilhões”, adiantou.

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