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Negócios

05/04/2018

Yeva próxima de atingir capacidade instalada

Lançamentos previstos para este ano devem levar indústria a produzir 300 mil unidades/mês
Thaíne Belissa
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Portfólio da Yeva será ampliado para 50 produtos, mas a expectativa é de que esse número cresça nos próximos anos/Divulgação
Depois de atuar por nove anos no segmento de cosméticos, a indústria Yeva Cosmétiques, localizada em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais, experimenta uma transformação que vai mudar seu core business e alavancar resultados. A partir deste ano, a empresa passa focar na linha dermocosmética com produtos de tratamento com alta tecnologia embarcada. O primeiro produto será um ativo antiqueda de cabelos, que será comercializado no fim de maio. A expectativa é de que esse e outros lançamentos levem a indústria a triplicar a produção e atingir a capacidade máxima de processamento de 300 mil unidades por mês.

Uma das fundadoras da marca, Carina Soares explica que a gestão da empresa já desenvolvia, há alguns anos, o trabalho de busca de novas oportunidades no mercado de cosméticos. Nesse processo, a empresa se deparou com uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) por meio do Grupo Labfar. A pesquisa trata-se de um produto que estimula o crescimento de fios de cabelo de forma não agressiva ao corpo humano e com alta tecnologia embarcada, que garante sua chegada ao bulbo capilar e, automaticamente, sua eficácia.

“O grupo Labfar entrou em contato com várias indústrias, inclusive a Yeva. E, no fim das contas, nós conseguimos avançar na negociação e assumimos uma sub-licença da patente”, explica. A empresária destaca que os principais motivos que atraíram a indústria foram os resultados dos estudos clínicos, que se mostraram promissores, e o fato de o produto não ter efeito colateral, o que é um problema de outros produtos antiqueda de cabelos existentes no mercado. Segundo ela, a conquista do direito de produzir a patente da UFMG foi o impulso que faltava para a empresa se transformar internamente, focando na linha dermocosmética.

De acordo com Carina Soares, a indústria fabrica, hoje, cerca de 30 produtos na área de cosméticos e aromatizantes de ambientes, mantendo uma produção mensal de 100 mil unidades. Com a sub-licença do ativo antiqueda de cabelos, a produção vai dobrar a partir de maio, já que a previsão é produzir 100 mil unidades do produto por mês. O ativo está em fase final de produção e deve chegar às farmácias no fim de maio.

A empresária destaca, ainda, que a patente do ativo gerará novas patentes similares de outros produtos para a pele, pelos e cabelo. Isso levará a empresa a produzir ainda mais, atingindo a capacidade máxima de 300 mil unidades por mês. Ela acredita que, em 2018, o portfólio da indústria será ampliado para 50 produtos, mas a expectativa é de que esse número cresça nos próximos anos.

Apesar de ter tamanho para receber esse incremento de produção, a Yeva precisou se preparar para o novo tipo de produção. A empresária não revela o valor investido nessa adaptação, mas afirma que o desembolso de aporte foi necessário para a aquisição da patente, compra de novos equipamentos, ampliação do quadro de funcionários - que deve dobrar, passando de 100 para 200 - e compra de matéria-prima nos Estados Unidos e na Alemanha. A expectativa é de que o retorno desse aporte aconteça em até dois anos. A meta da indústria é vender, primeiro, em todo o território brasileiro e, em seguida, partir para a exportação nos países onde a patente é válida.

Carina Soares afirma que a previsão da empresa é de constante expansão nos próximos anos. Para isso, ela sabe que precisará ampliar sua capacidade produtiva, já que a atual atingirá seu limite. Ela acredita que isso deve acontecer em 2019. “Já estamos pensando sobre a construção de uma nova planta, mas ainda não temos detalhes”, adianta.

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