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Economia

25/08/2007

Açúcar: Brasil deve perder liderança

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Mesmo com produção recorde nesta safra, país será ultrapassado pela Índia.

Genebra - O Brasil vai perder o posto de maior produtor de açúcar do mundo, mesmo que tenha produção recorde de cana na safra 2007/2008. A previsão é da Organização Internacional do Açúcar, que ontem divulgou seu relatório. A entidade aponta que a Índia vai superar o Brasil diante da decisão de muitos produtores brasileiros de destinar uma parcela cada vez maior de sua produção para o etanol e de uma certa desaceleração da indústria brasileira em 2008.

Segundo a organização, a produção da Índia atingirá 33,15 milhões de toneladas, 8% mais que na safra anterior e recordes no país. O mundo deve ter uma produção inédita de açúcar, com 169 milhões de toneladas, 4 milhões maior que a safra anterior.

O relatório ainda prevê um excedente recorde de açúcar no mercado internacional - 10,8 milhões de toneladas vão ficar nos estoques, o que deve provocar uma queda no preço internacional da commodity.

O aumento nos estoques deve-se à produção sem precedente da Índia e também a uma maior produtividade de Paquistão, Tailândia e China. No Brasil, é esperada safra recorde de cana, mas uma parte cada vez maior está sendo usada para o etanol. A tendência é de queda no ritmo de crescimento do setor do açúcar no país em 2008.

Preços - A explicação para a migração para o etanol é a queda nos preços do açúcar no Brasil. A redução foi de 22% desde fevereiro em dólares e de 28% em real. Ante agosto de 2006, a queda foi de 36%. Para a organização, o Brasil começa a acompanhar a tendência mundial de redução de preços.

A produção de açúcar no país deve ser de 31,9 milhões de toneladas, 0,8% mais que em 2006/2007. Para 2008/2009, o crescimento previsto é de 2%, com produção de 32,6 milhões de toneladas de açúcar. Os índices ficam bem abaixo dos 11,5% de 2005 e 10,9% de 2003.

Para a entidade internacional, a questão agora é quanto da cana vai para o etanol. As estimativas são de que, diante dos lucros do combustível, a proporção da cana destinada ao açúcar deve ser de 47,3% da safra, contra 50,4% em 2006. Para 2008, a estimativa é que o etanol continue roubando cada vez mais cana do açúcar.

Ainda assim, o Brasil continuará sendo o maior exportador de açúcar, atingindo o recorde em 2007, com 20,8 milhões de toneladas. No total, os países devem disponibilizar 50 milhões de toneladas de açúcar, quase 5 milhões mais que a demanda de importação. (AE)


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