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DC Turismo

30/12/2016

A hotelaria para quem sabe se programar e antecipar turbulências

Luiz felipe Albuquerque*
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2016 foi um ano complexo para a hotelaria no Brasil. O resultado da Copa do Mundo foi um aumento significativo na quantidade de quartos nas principais capitais do País e uma demanda que não acompanhou esse crescimento na maioria das cidades nos anos subsequentes.

Tivemos a Rio 2016, que ajudou demais a cidade do Rio de Janeiro trazendo bons resultados para a hotelaria local porém, o próprio evento acabou inibindo o trânsito corporativo no País, fazendo com que o equilíbrio com o turismo de negócios fosse bastante afetado. Paralelo a isso, mudanças no cenário político e econômico, como a alta do dólar, o impeachment da presidente, os processos judiciais impactando a produção de grandes empresas brasileiras como Petrobras e Odebrecht e o constante caos político estabelecido no Brasil, somaram no impacto negativo da demanda corporativa.

Algumas cidades até conseguiram manter o mesmo volume do ano anterior ou tiveram uma queda pouco significativa, porém o maior impacto acabou sendo nos valores cobrados pelas diárias, fazendo com que a receita final nem sempre tivesse crescimento em relação ao ano anterior.

O resultado é pura matemática, com os custos operacionais mais elevados resultantes da alta inflação e uma menor receita pela competitividade do mercado, os hotéis começam a ter que “quebrar cada vez mais a cabeça” para trazer o melhor resultado para o investidor. Justamente, por conta disso, se torna cada vez mais importante para um hotel ou uma rede hoteleira ter pessoas dedicadas à análise da receita captada e da concorrência. Se torna fundamental ter o controle e atuar nas datas de maior demanda para que os melhores negócios sejam captados e, principalmente, para tomar medidas com o objetivo de se reduzir o impacto negativo da baixa ocupação.

Prever a demanda e se preparar para ela é o papel do revenue manager (gerente de receita) dentro do hotel. Ele vai determinar os clientes mais rentáveis e terá o controle da gestão dos preços dos hotéis, além do controle dos canais de distribuição onde o hotel é encontrado para reserva.

O ano de 2017 não apresenta características econômicas nem políticas que indiquem uma retomada avassaladora no crescimento, por isso a análise detalhada de cada dia do ano, o acompanhamento específico dos contratos feitos e a gestão correta dos canais de distribuição se tornam vitais para que as equipes de vendas possam ser direcionadas corretamente e os resultados possam ser atingidos.

Frente a esse cenário de 2016, expectativas e estratégias para 2017, o maior beneficiado é o cliente final, pois quanto mais pesquisar mais economia vai conseguir encontrar. Uma dica é sempre consultar o site do hotel para tentar encontrar melhores preços e, além disso, ter programação - a palavra do momento. Toda a viagem que o cliente conseguir programar com mais de dois meses de antecedência, provavelmente irá ao encontro das melhores ofertas. No entanto, é sempre importante prestar atenção às condições de pagamento e ao cancelamento da reserva para não ter nenhuma “surpresa”.

*Revenue Manager da Rede Vert Hotéis

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