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Opinião

15/05/2018

A verdade, não mais que a verdade

Gaudêncio Torquato*
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Qual é o sonho de cidadãos do bem? Cantar um hino de louvor à Pátria amada, fazer loas aos parlamentares, ter orgulho da toga da modéstia dos ministros das altas Cortes judiciais, aplaudir quem entrega a uma senhora idosa a bolsa caída na rua, ceder seu lugar no ônibus aos mais alquebrados, agradecer a Deus por ter sido abençoado e viver numa Terra de gente digna, honrada e respeitada.

Ouçamos a delação espontânea de um brasileiro tocado pela chama do civismo.
O Brasil é a terra da ética, do respeito aos valores morais que dignificam o homem e do cumprimento exemplar das leis. Ninguém ousa se desviar da retidão. O caráter do povo é imaculado, herdeiro de uma cultura alicerçada no bem comum, na solidariedade, no culto às tradições, na religiosidade, no respeito aos mais velhos, no carinho e proteção às crianças e na repartição justa dos bens produzidos.

Atingir a honra de um cidadão equivale a ferir a alma da Pátria. Preserva-se e cumpre-se o abençoado “todos por um e um por todos”.

O sistema federativo vive em harmonia. Os recursos se distribuem igualitariamente entre União, Estados e Municípios, provendo as necessidades fundamentais da população.
A racionalidade administrativa gera riquezas que se repartem entre os mais necessitados. O excedente é exportado, acarretando bilhões de divisas distribuídos pelas regiões produtoras e consumidoras.

O Congresso só vota leis fundamentais, cinco a seis leis por ano, como na Suíça. A política é voltada ao essencial. Nossa Carta Magna abriga diretrizes gerais, diferente de Constituições detalhistas, que atendem a setores, grupos, alas, partidos, gêneros, regiões. Evita-se a proliferação de projetos de lei e emendas, a sociedade sabe do que precisa e o que é dispensável.

Não há discussões inócuas. O dinheiro é gasto com parcimônia, cada tostão comprovado e de acordo com o se arrecada. Em Brasília vê-se um imenso placar com todos os centavos despendidos pelo País.

Quase inexiste burocracia. Tudo flui rapidamente. Quem pratica irregularidade vai para a cadeia. A apuração dos delitos é rápida e a Justiça decide sem delongas. Parlamentares são comedidos, modestos e não expõem em demasia seus nomes. Encaram a política como missão e não como profissão.

As campanhas eleitorais constituem modelos de rigor. Empreiteiras, bancos, grupos econômicos nunca financiaram campanhas. Não existe “caixa dois”, “propina”, “cincão, quinzão, trintão”, termos que designam percentagens de intermediação. Pedágio é parada no meio da estrada e não “comissão”.

O brasileiro tem um dos maiores índices de qualidade de vida do mundo. Culto, educado, bem alimentado, exibe um dos maiores PNFs (Produto Nacional de Felicidade).
Os cargos são distribuídos por mérito. As entidades se valem do pão cívico, o grande alimento da Pátria.

As vaidades praticamente desapareceram; agora valem a irmandade, o companheirismo, a igualdade.

Nossos meios de comunicação só lidam com a verdade, sem vazão a mexericos, versões e denúncias grotescas, numa linguagem de decência, pureza e respeito.
O palavrão sumiu, a cordialidade imprime a marca da boa educação. Não existe desamor. A mãe é realmente o símbolo da grande virtude. Não o destempero na boca dos ímpios de países bárbaros.

Essa é a verdade sobre meu povo e meu País.

* Jornalista, professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

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