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21/04/2018

Abertura de empresas registra crescimento de 12,8% em Minas Gerais

MEIs foram responsáveis por 34,2% do total de constituições
Leonardo Francia
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O fechamento de empresas no 1º trimestre subiu 12%, diz a Jucemg/Alisson J. Silva
O número de empresas abertas no Estado no primeiro trimestre aumentou 12,8% em relação aos mesmos meses de 2017. Da mesma forma, a quantidade de empreendimentos que encerraram atividades cresceu 12%, no mesmo confronto. Os dados são da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg).

De acordo com a Jucemg, o número de empresas abertas no Estado entre janeiro e março deste ano totalizou 11,4 mil contra 10,1 mil constituições no mesmo período de 2017, um crescimento de 12,8%. A maior parte das formalizações está relacionada à constituição de microempreendedores individuais (MEIs), que representou 34,2% dos processos.

Para a analista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), Bárbara Alves, o crescimento, tanto das constituições quanto das extinções, reflete, também, uma série de iniciativas para desburocratizar os dois processos implantadas nos últimos anos.

Por outro lado, Bárbara Alves explicou que a retomada gradual da atividade econômica do País, depois de anos de crise, incentiva pessoas desempregadas a abrir um negócio como uma tentativa de gerar renda. “A abertura de negócios pode refletir o processo de reaquecimento da economia e também a busca de pessoas desocupadas por uma opção de trabalho e renda”, acrescentou.

“(O MEI) É uma figura jurídica que não apresenta os mesmos riscos de micro e pequena empresa (MPE), até por conta da questão tributária diferenciada. É uma forma da pessoa começar seu negócio para, depois, ganhar fôlego e evoluir para se tornar uma microempresa. O MEI é uma porta de entrada para estas pessoas que estão na informalidade ou desocupadas de iniciar no mundo do empreendimento”, analisou.

No primeiro trimestre, 8,4 mil empresas foram extintas contra 7,5 mil processos em iguais meses de 2017, uma evolução de 12%. A Jucemg, por sua vez, também entende que a razão do aumento das extinções de empresas no Estado é consequência de uma série de melhorias e simplificações implantadas ao processo nos últimos anos. Desde agosto de 2014, o processo de fechamento de empresas conta com a isenção de certidões negativas.

Além disso, a sincronia de dados com a Receita Federal do Brasil e órgãos federais e a dispensa de comprovação de débitos fiscais para realizar a baixa também contribuem para facilitar e acelerar os processos de encerramento na Jucemg nos últimos anos.

Incertezas - A analista do Sebrae Minas alertou que, embora alguns indicadores, como juros baixos, inflação dentro da meta, menor endividamento das empresas, sinalizam que a economia nacional está em um movimento de retomada, a economia ainda depende da política.

“Este ano é um ano de incertezas, com eleições que podem ser até mais conturbadas que normalmente e a economia está cada vez mais condicionada ao ambiente político. Isso pode influenciar a percepção de consumidores e empresários no apetite de abrir um negócio”, ponderou.

Em relação às alterações de empresas, que representam, uma tentativa dos empresários de buscar novos mercados e, até mesmo, refletem o crescimento de alguns empreendimentos, foram 37,8 mil no trimestre inicial deste ano contra 46,5 mil nos mesmos meses de 2017, com uma redução de 18,8%.

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