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Economia

02/02/2016

Abimaq propõe renovar parque industrial brasileiro

Objetivo é substituir máquinas obsoletas
Mara Bianchetti
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Projeto propõe substituição de máquinas sucateadas por novas de moderna tecnologia e de alto rendimento/Alisson J. Silva
Diante das perspectivas de mais um ano conturbado no que diz respeito ao desempenho da economia e, consequentemente, à produção industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) inicia o segundo mês de 2016 com uma nova proposta de renovação do parque industrial nacional. Chamado em 2014 de Inovar Máquinas e depois batizado de “Modermaq”, o projeto propõe a substituição de máquinas sucateadas por novas de moderna tecnologia e de alto rendimento.
 
A ideia é “pegar carona” na estratégia do governo de estimular as exportações e retomar o crescimento a partir do mercado externo, promovendo a renovação dos parques fabris, obtendo-se maiores ganhos de produtividade, de qualidade e de rentabilidade. É o que explica o vice-presidente regional da Abimaq, Marcelo Luiz Veneroso.
 
“Nosso parque industrial está envelhecido. Enquanto países como a Alemanha têm maquinário de idade média de cinco anos, no Brasil esse período chega a 20 (anos). Isso é competitividade na veia. Os equipamentos evoluíram demais nas últimas duas décadas, incorporando itens eletrônicos e novas tecnologias. Se quisermos ganhar mercado em âmbito internacional, será preciso renovar a produção”, explica.
 
Quando foi lançado em 2014, em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o plano original previa que para ter o benefício, a empresa teria de sucatear a máquina (se vendida, a máquina continuaria no mercado). Na época, a entidade estimava que o plano movimentaria cerca de R$ 23 bilhões. O projeto acabou não saindo do papel, em virtude da necessidade de ajuste fiscal. Agora, estuda-se a renovação apenas das máquinas com mais de 20 anos, o que movimentaria cerca de R$ 6 bilhões.
 
“Há o ganho para o governo também, pois por mais que as máquinas sejam subsidiadas, há a arrecadação no processo de compra e venda dos equipamentos e posteriormente também com o aumento de produtividade das empresas que se renovaram”, diz.

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Comissão - Assim, foi formada uma comissão para estudar novas formas de estímulos e um novo plano deve ser apresentado ao Conselho de Administração da entidade em fevereiro e, posteriormente, levado ao governo. “Nós acreditamos que essa proposta é boa imediatamente, só que o governo tem o tempo dele. Gostaríamos que a proposta fosse aprovada ainda esse ano, pois a entidade julga que além de ser importante para o setor de bens de capital, é também para o governo”, afirma o vice-presidente regional da Abimaq.
 
Em relação à adesão por parte do empresariado brasileiro, Veneroso destaca que sempre há o interesse por parte da classe de ganho de produtividade. “Máquina é produção e a própria produção paga”, conclui.

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