Publicidade
21/11/2017
Login
Entrar

Finanças

23/08/2017

Ações da Eletrobras sobem 49,3% para R$ 21,20

Bolsa apura maior nível desde 2011
FP
Email
A-   A+
Puxada pela alta das ações da Eletrobras, depois da proposta de privatização, a Bolsa subiu 2,01%, para 70.011 pontos/Alexandre Marchetti
São Paulo - A proposta de privatização da Eletrobras fez com que as ações ordinárias (com direito a voto) da estatal disparassem quase 50% ontem, ajudando a Bolsa brasileira a fechar no maior patamar em mais de seis anos e meio.

O Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas da Bolsa brasileira, fechou em alta de 2,01%, para 70.011 pontos. Foi o maior patamar desde 18 de janeiro de 2011, quando o índice encerrou aos 70.919 pontos.

O dólar comercial teve alta de 0,31% para R$ 3,179. O dólar à vista, que fecha mais cedo, teve alta de 0,20%, para R$ 3,156.

A notícia de que o governo pretende diluir sua participação na estatal animou os investidores. Os papéis ordinários da Eletrobras dispararam 49,30%, para R$ 21,20. As ações preferenciais subiram 32,08%, para R$ 23,55.

“O que está acontecendo com Eletrobras e na Bolsa é um espasmo. Ninguém compreendeu o racional, ninguém sabe o processo, nem o método. Mas o mercado tem voz”, afirma Adeodato Netto, estrategista da Eleven Finacial.

A avaliação é parecida com a de Roberto Indech, analista-chefe da corretora Rico. “Sem dúvida o mercado enxerga com olhos bons, ainda mais por se tratar da Eletrobras, que tem resultados inconsistentes”, diz.

“A empresa mudou de gestão no governo Temer, tentando trazer um choque de gestão, na busca de venda de ativos. Acho que a mudança pode trazer uma governança maior, mais consistência nos dados e uma eficiência maior para a companhia. É um movimento claro do governo no sentido de fazer caixa”, ressalta Indech.

Para Netto, da Eleven, a sinalização é de um governo que se preocupa com o lado fiscal. “Ele encolhe seu tamanho e está aberto a dividir ativos de setores estratégicos com a iniciativa privada. Daí vem esse ímpeto forte comprador “, diz.

Nos últimos dias, o governo recebeu algumas notícias ruins, após um entrave em sua tentativa de retomar o controle de usinas da mineira Cemig e a frustração com o texto atual do Refis (programa de refinanciamento de dívidas tributárias).

“O governo vem fazendo uma série de medidas comandadas pela equipe econômica e em coisas que ele tem controle, como custos e despesas. O ano fiscal de 2018 ainda é uma incógnita, considerando que é ano de eleição. Mas o cenário de 2017 está claro e mapeado”, diz Netto.

Proposta - Pela proposta, o governo emitiria novas ações ordinárias e diminuiria sua participação na empresa, mantendo uma única ação, que garantiria poder de veto em decisões estratégicas (“golden share”).

A União detém diretamente 40,99% das ações da empresa. O BNDES, 18,72%, e fundos federais, outros 3,42%.

A intenção do governo é arrecadar até R$ 30 bilhões com a proposta, ajudando a fechar o caixa e a cumprir a meta de déficit fiscal de R$ 159 bilhões do próximo ano.
O objetivo é que todo o processo esteja concluído no primeiro semestre de 2018.

Apesar do otimismo, analistas avaliam que há riscos no horizonte. “Não acho que será fácil de ser realizada no curtíssimo prazo, haverá movimentos de sindicatos que podem tentar travar essa privatização da Eletrobras”, diz Roberto Indech, da Rico. Ele lembra que algumas concessões de aeroportos estão travadas, assim como a oferta de ações da BR Distribuidora.

Na segunda-feira, o presidente da Associação dos Empregados da Eletrobras, Emanuel Mendes Torres, disse ser contra a venda das ações da União. “Vamos iniciar um processo de convencimento do Congresso e da sociedade de que isso é ruim para o País”, criticou.

Ações  - A alta da Eletrobras impulsionou ações de outras estatais. Os papéis preferenciais da Petrobras subiram 3,37%, para R$ 13,79. As ações ordinárias avançaram 3,70%, para R$ 14,31. O Banco do Brasil encerrou o dia com avanço de 3,80%. Os papéis da Cemig se valorizaram 8,58%.

No setor financeiro, os papéis do Itaú Unibanco registraram avanço de 0,84%. As ações preferenciais do Bradesco subiram 0,74%, e as ordinárias fecharam em alta de 1,20%. As units - conjunto de ações - do Santander Brasil se valorizaram 0,58%.

Fora do mercado acionário, o CDS (credit default swap, espécie de seguro contra calote) do Brasil recuou 0,73%, para 201,5 pontos.

No mercado de juros futuros, as taxas dos contratos mais negociados recuaram. O DI para janeiro de 2018 recuou de 8,035% para 8,020%. A taxa para janeiro de 2019 caiu de 8,070% para 8,040%.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

21/11/2017
IBC-Br atinge o maior nível desde 2015
Indicador do Banco Central avançou 0,40% em setembro e acumula uma alta de 0,43% neste ano
21/11/2017
Mercado europeu tem sessão de ganhos
São Paulo - As principais bolsas da Europa fecharam em alta ontem, mesmo com a instabilidade política observada na Alemanha após a chanceler Angela Merkel não...
21/11/2017
Cotação do bitcoin bate recorde e chega a US$ 8,263 mil
São Paulo - O bitcoin voltou a quebrar mais um recorde ontem e ultrapassou os US$ 8 mil, chegando à cotação máxima de US$ 8.263,01, de acordo com a CoinDesk,...
18/11/2017
Índice Bovespa volta a subir e fecha a semana em alta
Bolsa paulista valorizou 1,28% na sexta-feira
18/11/2017
Grupo vai discutir crédito para o varejo
São Paulo - O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, se comprometeu a montar um grupo de trabalho com o objetivo de buscar soluções ao alto custo de crédito...
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.