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DMEP - Cegueira das Organizações

22/05/2018

Adaptação e seleção organizacional: fatores que afetam a estrutura e o caminho do crescimento das empresas

Rinaldo de Castro Oliveira*
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O tema central desse ensaio diz respeito à análise de duas questões que afetam as organizações empresariais, em termos das decisões quanto ao seu posicionamento no mercado e quanto as condições de desenvolvimento de seus negócios. A primeira trata-se de se avaliar se, diante desse ambiente em constante mudança e crescente competição, as organizações são capazes de se adaptarem a partir de um processo de aprendizado, ou de forma mais imperativa o ambiente se encarrega de promover a seleção? Dentro desse contexto, outra importante questão é avaliar como esse processo se reflete nas estruturas organizacionais. Existe uma estrutura ótima aplicável às empresas?

Os pontos de discussão apresentados estão diretamente ligados a teorias que debatem essas questões sob o olhar da organização como agente capaz de se adaptar frente as contingências do mercado, versus a opinião de que o ambiente exerce de maneira direta um processo de seleção entre as organizações, tendo nesse último uma análise populacional. A teoria da contingência reconhece que as estruturas organizacionais variam de acordo com determinados fatores, tais como o tamanho da empresa, a estratégia do negócio, as incertezas de mercado e o nível tecnológico empregado. Dentro dessa visão, a otimização da estrutura está diretamente relacionada à capacidade da empresa em se adaptar a essas contingências, internas e externas às organizações, de maneira a aumentar a sua competitividade.

A perspectiva da ecologia populacional associada ao ambiente empresarial é uma proposta alternativa à visão da adaptação. Ela considera que fatores determinantes provenientes de um processo de seleção pautado na competição por recursos, limita a capacidade dos líderes em tomar decisões no sentido da adaptação. Pressões inerciais como investimentos já realizados, falta de informações qualificadas para tomada de decisão, políticas internas restritivas, e a própria história da empresa e suas amarras são fatores que dificultam o processo de mudança.

Diante desse contexto, e reconhecendo que os dois pontos de vista trazem importantes contribuições no campo da gestão empresarial, talvez o mais sensato é extrair de ambas visões algumas questões importantes para melhorar as condições de competitividade.

Primeiro, ignorar as pressões ambientais, especialmente num momento de grande incerteza no qual vivemos, pode ser o início do fim. Reconhecer esses movimentos externos, a partir de processos capazes de mapear e coletar informações de qualidade é imperativo para toda empresa. Diariamente vemos negócios que se criam, e outros que se vão por negligenciarem essa função. Outro ponto, mesmo tendo ciência da limitação de toda empresa em se transformar e adaptar para se manter ou prosperar nesse ambiente de forte competição, é cada vez mais importante que as empresas se estruturem da melhor forma, a partir da identificação de suas contingências e da definição das estratégias do negócio.

O debate a respeito da capacidade de adaptação organizacional versus o processo de seleção vem de longa data, mas permanece muito atual. O aumento da velocidade das mudanças e da complexidade organizacional são combustíveis que impulsionam essa discussão em tempos atuais. No campo das empresas as mudanças ambientais se traduzem em decisões estratégicas. Centrar esforços no sentido da transformação adaptativa para crescer, criar o novo reduzindo as pressões do ambiente, ou atuar em ambas as alternativas? Questões importantes para reflexão de toda empresa.

*Sócio-diretor da DMEP

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