Publicidade
26 de May de 2017
Login
Entrar

Política

20/05/2017

Aécio estaria impedindo avanço da Lava Jato

Agência Estado
Email
A-   A+
Brasília - A delação da JBS aponta que o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) têm atuado para impedir o avanço das investigações da Lava Jato, apontou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao pedir a abertura de inquérito para investigar os dois. Janot aponta ainda a participação do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, à época ministro da Justiça.

“Verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio do controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos”, escreveu o procurador-geral da República, em despacho assinado no dia 7 de abril.

O ministro do STF Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, levantou o sigilo da delação da JBS. Na sexta-feira (19), foram tornados públicos os depoimentos de delatores, os despachos de Fachin e os pedidos de abertura de inquérito formulados pela Procuradoria-Geral da República.

De acordo com o Janot, os elementos já colhidos apontam pagamentos de propinas ao doleiro Lúcio Funaro e ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ambos presos em decorrência de desdobramentos do caso Lava Jato.

“Eduardo Cunha, ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, era do mesmo partido do presidente da República, PMDB, e se tornou pública a tentativa de Cunha arrolar o presidente da República como uma de suas testemunhas, fato reconhecido pelo próprio presidente como uma tentativa de constrangê-lo. Depreende-se dos elementos colhidos o interesse de Temer em manter Cunha controlado”, ressaltou Janot.

Lula e Dilma - O termo de colaboração 1 do empresário Joesley Batista descreve o fluxo de duas ‘contas-correntes’ de propina no exterior, cujos beneficiários seriam os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O empresário informou à Procuradoria-Geral da República que o saldo das duas contas bateu em US$ 150 milhões em 2014. Ele disse que o ex-ministro Guido Mantega (Fazenda/Governos Lula e Dilma) operava as contas. O delator informou que em 2009 destinou uma conta a Lula e em 2010, outra a Dilma.

Joesley revelou que em dezembro de 2009, o BNDES adquiriu de debêntures da JBS, convertidas em ações, o valor de US$ 2 bilhões, “para apoio do plano de expansão” naquele ano.

“O depoente escriturou em favor de Guido Mantega, por conta desse negócio, crédito de US$ 50 milhões e abriu conta no exterior, em nome de offshore que controlava, na qual depositou o valor”, relatou Joesley.

Segundo o empresário, em reunião com Mantega, no final de 2010, o petista pediu a ele “que abrisse uma nova conta, que se destinaria a Dilma”.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

26/05/2017
OAB pede impeachment de Temer
Entidade aponta crime de responsabilidade na denúncia apresentada à Câmara
26/05/2017
JBS pode virar alvo de CPI mista
Brasília - O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e o deputado Alexandre Baldy (PTN-GO) protocolaram ontem o pedido de instalação de uma comissão parlamentar...
26/05/2017
Decreto do uso das Forças Armadas é revogado
Brasília - O presidente Michel Temer revogou ontem de manhã o decreto que autorizou o uso das Forças Armadas em Brasília em ação de Garantia da Lei e da...
25/05/2017
PMDB é cobrado a agir em defesa pública
Brasília - O presidente Michel Temer cobrou uma defesa pública de seu governo a senadores do PMDB e ouviu dos parlamentares que “ainda não há nome de...
25/05/2017
Temer coloca as Forças Armadas na rua
Planalto reage duro às manifestações contra o governo e as reformas trabalhista e da Previdência
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.