Publicidade
19/02/2018
Login
Entrar

Política

19/05/2017

Aécio Neves é afastado do mandato

Reuters
Email
A-   A+
Brasília - O ministro-relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato de senador, mas rejeitou um pedido de prisão do parlamentar apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em inquérito que tramita no STF a partir de novas provas obtidas na investigação.

O afastamento de Aécio foi determinado depois que o senador foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS e que fechou acordo de delação premiada com a Justiça. A revelação foi feita pelo jornal “O Globo” na última quarta-feira.

À frente do PSDB, Aécio anunciou no fim da tarde de ontem que se licenciava da presidência da legenda para se dedicar a provar sua inocência. O senador afastado disse ainda, por meio de comunicado, que indicava o também senador Tasso Jereissati (CE) para assumir interinamente o cargo.

Aécio foi alvo ontem de operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados a ele no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, além de seu gabinete no Congresso Nacional.

A Procuradoria-Geral da República chegou a pedir a prisão do senador, mas o ministro Fachin não acatou, de acordo com uma fonte. Mais cedo uma outra fonte havia dito à Reuters que o ministro do STF havia decidido encaminhar ao plenário do Supremo o pedido de prisão apresentado pela PGR contra Aécio.

Agentes da PF estiveram no início da manhã em um prédio de frente para a praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, onde Aécio tem um apartamento, e também em endereços do senador em Minas Gerais, incluindo uma casa e um apartamento. A irmã e assessora de Aécio, Andrea Neves, foi presa em um condomínio fechado na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

A Polícia Federal também cumpriu mandados nesta manhã no Congresso Nacional, onde fez buscas nos gabinetes de Aécio, do também senador Zezé Perrela (PMDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), segundo uma fonte, que acrescentou que um ex-assessor do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB) também está entre os alvos da ação no Rio de Janeiro.

Agentes da PF realizaram ainda buscas no gabinete da Procuradoria-Geral Eleitoral, que fica no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o STF decretou a prisão de um procurador da República que atua perante a Corte.

Sem identificar os alvos, a Polícia Federal informou em comunicado que o STF expediu mandados judiciais a serem cumpridos ontem, sendo 41 de busca e apreensão e oito de prisão preventiva nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão, além do Distrito Federal.

“As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, em escritórios de advocacia e órgãos públicos. O objetivo das medidas é coletar provas de corrupção e crimes contra a administração pública, entre outros crimes, nas investigações que tramitam no STF”, disse a PF em nota.

Aécio, que até recentemente era apontado como possível candidato à Presidência nas eleições de 2018, já teve o nome mencionado em delações da Lava Jato e tem perdido força quando se trata da disputa nacional, o que deve se agravar com a nova ação.

Defesa - A defesa do senador negou ontem em nota que o parlamentar tenha recebido recursos irregulares de Joesley Batista, e disse que Aécio é vítima de uma “farsa” montada nos interesses de uma delação premiada do executivo da JBS.

O advogado José Eduardo Alckmin, que representa o senador, disse em nota que a reunião de Aécio com Joesley foi “exclusivamente de uma relação entre pessoas privadas” e que o dinheiro pedido pelo senador para cobrir custos de sua defesa não impunha qualquer contrapartida.

“Foi proposta, em primeiro lugar, a venda ao executivo de um apartamento de propriedade da família. O delator propôs, entretanto, já atendendo aos interesses de sua delação, emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu sem qualquer contrapartida, sem qualquer ato que mesmo remotamente possa ser considerado ilegal ou mesmo que tenha qualquer relação com o setor público”, disse o advogado em nota. (Reuters)

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

17/02/2018
Câmara só regulamentará benefício após STF
Cármen Lúcia marcou para março o julgamento das ações que tratam de prerrogativas do Judiciário
17/02/2018
Partidos de esquerda apresentarão manifesto
São Paulo - Os principais partidos de esquerda do País uniram-se em uma agenda comum, pregando a necessidade de um Estado forte, com atuação dos bancos públicos...
17/02/2018
Câmara deve votar projeto de privatização até abril
Brasília - O cronograma de votação do projeto de lei com regras para a privatização da Eletrobras está “tranquilo”, em meio a...
17/02/2018
Temer decreta intervenção federal no Rio de Janeiro
Durante a votação da PEC da Previdência, medida será revogada
17/02/2018
General Braga Netto terá o comando das polícias
Brasília - O decreto assinado na sexta-feira, 16, pelo presidente Michel Temer que institui intervenção federal no estado do Rio de Janeiro tem como “objetivo pôr...
› últimas notícias
Sondagem revela retomada do otimismo
Valor liberado para médios e grandes produtores na safra 2017/18 é de R$ 85 bilhões
Justiça decide que elétricas não poderão ter cobrança retroativa de débitos de R$ 6 bilhões
Sebrae pretende atender 69,6 mil MPEs
Nível de atividade do varejo no Brasil aumenta 1,3% em janeiro, aponta a Cielo
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Começam as obras do Aeródromo Inhotim
Folia supera expectativas em Belo Horizonte
Mobiliata une empreendedorismo e impacto social
Carnaval aqueceu setor de brindes na Capital
Fiat Argo Drive tem bom desempenho
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


17 de fevereiro de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.