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Minas 2032

20/11/2014

Aerotrópole antecipa o futuro

Projeto reunirá num só espaço empresas de alta tecnologia e toda infraestrutura logística
Tatiana Lagôa
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Localizado ao lado do aeroporto internacional de Confins, o complexo foi cuidadosamente planejado/Divulgação
Uma plataforma logística avançada para o Brasil, ligando pessoas, mercadorias e ideias com o resto do mundo. Essa é a melhor definição para Minas Gerais em 2032, graças ao inovador projeto Aerotrópole, em desenvolvimento pelo governo do Estado.

Na prática, no entorno do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), surgirá um complexo formado por empresas de alta tecnologia e de serviços de alto valor agregado, além de centros de convenção e logística, que darão suporte a essa nova realidade. Com isso, o que for produzido em terras mineiras chegará em qualquer parte do mundo em poucas horas, partindo do terminal.

Saiba mais:
Terminal servirá como indutor do desenvolvimento

A lógica é muito simples: uma "cidade" será formada ao redor de um aeroporto de porte internacional, com impacto direto em pelo menos 20 municípios nas proximidades da Capital. Além disso, de forma indireta, cidades do interior que possuem aeroportos regionais também serão beneficiadas com as mudanças que o empreendimento provocará na economia do Estado.

O projeto da Aerotrópole de Belo Horizonte, o primeiro da América Latina, segue um raciocínio muito parecido com algumas dezenas de iniciativas que estão evoluindo pelo mundo. Uma delas é a de Amsterdam (Holanda), onde mais de mil empresas estão instaladas a seis minutos do Amsterdam Schiphol Airport.

Segundo o subsecretário de Investimentos Estratégicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Luiz Antônio Athayde, em 2032 grande parte do projeto já estará funcionando em Minas Gerais, com resultados sensíveis na economia mineira.

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Acessos - Num primeiro momento, o governo estadual se preocupou com a parte ligada à infraestrutura. As intervenções no chamado Vetor Norte da Grande Belo Horizonte fazem parte do planejamento estratégico visando melhor acesso ao aeroporto. Várias obras no programa Caminhos de Minas, que liga as diferentes regiões do Estado, também deverão colaborar para os resultados futuros da Aerotrópole.

Todo o investimento na malha viária tem por objetivo permitir a circulação de pessoas, veículos e cargas em um cenário de expansão ordenada. Dessa forma, o aeroporto teria condições de se consolidar como um novo hub logístico, além de permitir a implantação do primeiro corredor multimodal de alta tecnologia da região, contemplando os meios aéreo, rodoviário e ferroviário.

Graças a essa infraestrutura, até mesmo a lógica da distância será diferenciada em 2032. "O objetivo da Aerotrópole não é a proximidade.  fazer com que a malha viária e o transporte tornem possível determinar as distâncias não mais em quilômetros, mas em minutos", afirma Athayde.

Ainda dentro do planejamento feito para a região, quatro eixos principais foram escolhidos para serem desenvolvidos na RMBH: aeroespacial e defesa, ciências da vida, tecnologia da informação e microeletrônico, além do turismo de negócios. "Nós centramos nossos esforços nesses quatro setores, mas não excluímos outros. Foi feito um estudo, em 2009, que apontou um potencial competitivo nesse sentido. Mas tem espaço para o desenvolvimento de outras áreas também", explica o subsecretário.


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