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DMEP - Cegueira das Organizações

19/06/2018

Agente integrador ou operador de um elo da cadeia de valor: Qual o melhor posicionamento?

Marcelo alvim Scianni*
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O atual movimento de digitização ou transformação digital tem colocado a questão do posicionamento na cadeia de valor no planejamento dos novos negócios. Afinal de contas, aonde está o melhor posicionamento: operando um elo de agregação de valor ou integrando diferentes atores nos nós de uma rede? Não há resposta única, mas a resposta óbvia se encontra naquilo em que se tem competência para fazê-lo. Portanto, ao invés de direcionar uma sugestão para um caminho ou outro, vamos nesse ensaio apresentar as características necessárias e os prós e contras de ambos os posicionamentos.

Numa sociedade integrada e em rede, nada mais natural que considerarmos organizações também estruturadas em rede. E quando se analisa a forma de consumo da sociedade atual fica clara a importância do papel do integrador em uma cadeia de valor. O ator que assumir esse papel deterá sem dúvida alguma um grande poder e provavelmente conseguirá elevadas taxas de rentabilidade em uma operação bastante enxuta. Mas é importante que se esteja bem preparado para assumir este papel. A fonte de poder do integrador se concentra basicamente na informação por ele detida e no conhecimento de todas as transações necessárias entre os diferentes elos de uma cadeia. Para isso este negócio demanda uma evolução contínua da competência tecnológica para a seleção, coleta, análise e síntese da informação obtida em produtos consumíveis por todos os elos da cadeia. Nesse sentido, há aqui uma questão importante a considerar em relação à possibilidade de cópia ou suplantação de uma competência por uma tecnologia inovadora e disponível no mercado. Ou seja, assumir o papel de integração pressupõe riscos elevados e, como exigência de competência essencial, a capacidade de se reinventar em ritmo acelerado.

Já para quem está em um elo específico da cadeia, não pense que estará totalmente alheio ao processo de integração tecnológico na cadeia de valor. Apesar de não ser o principal responsável pela integração das informações e conexão com outros atores, é necessário absorver as informações que fluem em seu negócio e entender sua importância na cadeia de valor para conseguir atingir resultados que justifiquem e que garantam a sobrevivência do negócio. Isso porque a maior disponibilidade de informação e a possibilidade de conexão com diferentes organizações exercem uma pressão sobre as margens de contribuição de todos os negócios que se encontram em um elo específico da cadeia de valor. Por outro lado, a especialização em uma entrega facilita o acúmulo e o desenvolvimento de competências, o que contribui para uma maior perenidade do negócio e a própria agregação de competências a jusante ou a montante do elo específico de atuação. Portanto, a especialização em um elo da cadeia se reflete em maiores pressões nas margens de contribuição e na necessidade do desenvolvimento contínuo das competências especificas ao elo ou àquelas imediatamente adjacentes para garantir o resultado e a sobrevivência.

Enfim, como colocado no início do ensaio, não há uma resposta única a respeito do melhor posicionamento em uma cadeia de valor. Como apresentado na figura, ambos os papéis possuem aspectos positivos e negativos de sua atuação como player de um elo específico ou como integrador de elos e da cadeia como um todo.

O dito popular “a grama do vizinho é mais verde” se mostra bastante válido nesse caso, pois normalmente quem exerce o papel de integrador muitas vezes gostaria de conviver com a pretensa estabilidade presente em um elo específico da cadeia, enquanto o atuante específico do elo gostaria de ter as mesmas margens de resultado sobre o negócio alcançada pelo integrador da cadeia. No entanto, ninguém gostaria de assumir os riscos e pressões sofridas pelo “vizinho”

*sócio-diretor da DMEP

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