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14/12/2017

Agropecuária fortalece a economia

Além de gerar emprego e renda, o setor tem contribuído para diminuir a inflação
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A agropecuária garantiu preços mais baixos dos produtos de alimentação e bebidas dentro e fora do lar, segundo o IPCA/Alisson J. Silva
O ano de 2017 foi de superação no ambiente internacional, com concretização das expectativas de crescimento do mercado mundial, especialmente para as economias emergentes.

Já a economia brasileira apresentou crescimento moderado. Mas, influenciado pelas questões internacionais, o ambiente já se mostrava mais favorável do que nos últimos anos. Alguns setores contribuíram fortemente para este início de superação da recessão. Grande destaque, mais uma vez, foi a agropecuária. Outros setores ainda apresentam contração, como a indústria e o setor de serviços, que tiveram contração menor em 2017 do que nos últimos anos, mas que ainda apresentam indicadores negativos.

Com a economia ainda enfraquecida e dando sinais de melhoria, o governo federal empreendeu ações para a redução da taxa de juros, visando ao aumento do consumo pelas famílias. Outra estratégia foi a possibilidade de acesso aos valores das contas inativas do FGTS. A destinação dos recursos para o pagamento de dívidas, e também para o consumo, trouxe leve recuperação à economia brasileira.

A contribuição da produção agropecuária para o PIB foi novamente muito importante. Influenciou negativamente na inflação e garantiu preços mais baixos dos produtos de “alimentação e bebidas” no indicador do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dentro e fora do lar, conforme dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A previsão para o IPCA em 2017 é de 3,03% e, caso seja confirmado, será o menor patamar registrado desde 1998, puxado principalmente pelo setor.

Alguns aspectos favoráveis para a recuperação do consumo das famílias em 2017 se enfraquecerão em 2018, como a aplicação do requisito de estabelecimento do reajuste do salário mínimo e a indisponibilidade de saldo do FGTS nas contas inativas.

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Política monetária - Para manter a economia com crescimento moderado, verifica-se a necessidade de estratégia de política monetária. A redução da taxa de juros vem acontecendo desde outubro de 2016, quando estava em 14%. Atualmente é de 7%. Os reflexos dessas decisões podem influenciar para a retomada do crescimento, por meio de juros mais baixos.

Ainda assim, é necessário estimular a confiança de investidores, com redução de riscos internos e externos, impulsionando maior produção com a utilização da ociosidade existente na economia.

Com relação ao câmbio, para 2018, espera-se uma cotação do R$/US$ mais próxima de 3,40 a 3,50. Essa volatilidade refletirá o processo político-eleitoral brasileiro, mais ou menos turbulento.

O câmbio poderá influenciar positivamente as exportações do agronegócio, garantindo a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Alíquotas - Faemg, CNA e outras entidades representativas dos produtores têm trabalhado para impedir o aumento das alíquotas de importação de alguns defensivos agrícolas da Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec). Atualmente, não há taxação, o que favorece a importação de produtos para o controle de pragas de culturas como hortaliças, soja, milho, algodão, café, cana, citros e feijão.


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