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Economia

12/09/2017

Alberto Salum faz campanha pela presidência da Fiemg

Prioridade é fortalecer Minas no cenário nacional
Michelle Valverde
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Uma das metas de Salum é ter maior proximidade com os sindicatos, com reuniões regulares/Sarah Torres/ALMG
Fortalecer a indústria em Minas e além das Gerais é o objetivo do candidato à presidência da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Alberto Salum, caso assuma o cargo. Há apenas três meses em campanha para a sucessão no Sistema Fiemg, instituição que tem orçamento anual em torno de R$ 1,1 bilhão, o empresário do setor da construção pesada apresentou para a imprensa, ontem, a plataforma de gestão que pretende tornar a indústria mineira mais forte e representativa no cenário nacional.

O processo eleitoral acontecerá entre 10 de fevereiro e 15 de maio de 2018. Alberto Salum tem o apoio do atual presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior, e pretende consolidar e avançar nos projetos em desenvolvimento.

"É uma campanha difícil, lançada por grupos de empresários e com apoio do atual presidente. Encontramos uma oposição já consolidada e que vem desenvolvendo um trabalho há três anos. É importante destacar que neste último mês o crescimento da nossa campanha foi muito grande. Nossas propostas têm sido muito bem entendidas e recebidas pelos empresários".

O mote da campanha intitulada por Salum e pelo vice, Aguinaldo Diniz, empresário do ramo têxtil, é Fiemg Forte e Participativa. Salum destaca que a indústria mineira precisa mostrar a força no cenário nacional. A gestão também pretende ser mais participativa. Por isso, as propostas de campanha poderão ser alteradas conforme a demanda das indústrias e sindicatos representativos.

"Nossa campanha será por uma Fiemg forte e participativa. Forte porque precisamos crescer o tom de Minas Gerais no Brasil, estar mais presentes e mostrar mais a cara de Minas para o País. Quero colocar Minas no cenário nacional em termos de propostas da indústria. Uma Fiemg participativa porque quero estar mais próximo do sindicato. Estamos em um momento de perda da arrecadação dos sindicatos e precisamos estudar uma forma de trabalhar", explicou Salum.

Para manter a proximidade com os sindicatos e indústrias, a ideia é realizar reuniões bimestrais com as entidades, principalmente no interior do Estado. Segundo Salum, o objetivo é ouvir os presidentes e as bases para saber as pretensões, sugestões e as demandas e, assim, ampliar a participação nos processos decisórios.

Apresentar os recursos disponíveis no sistema Fiemg e promover a capacitação e atualização dos gestores dos sindicatos também são ações avaliadas como essenciais para o desenvolvimento e fortalecimento das indústrias.

Salum pretende avaliar e dar continuidade aos projetos em andamento da Fiemg, analisar se eles atendem à demanda do setor e avançar em novas iniciativas. Haverá apoio às indústrias, o que inclui a visitas de equipes de trabalho às unidades, e o atendimento ao empresário.

"Quero voltar a ouvir e ficar mais próximo à indústria. Depois de ouvir e concluir, teremos a força de execução. Nosso objetivo é dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito, mas acho que temos muita coisa que podemos melhorar. Em relação à gestão, por exemplo,  no País de hoje, precisamos rever questões de custos e as formas de atuação junto aos sindicatos".

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Governos - Outro ponto defendido por Alberto Salum é a atuação mais forte junto aos governos, seja municipal, estadual ou federal. Para ele, a iniciativa privada precisa estar sempre presente, uma vez que os ambientes de negócios, normalmente, são feitos na parte política.  

"Em relação aos governos, a iniciativa privada tem que estar sempre presente, mas não para aquecer, e sim para influenciar. A indústria não pode estar a reboque do governo, precisamos ser propositivos e influenciadores para o governo andar de acordo com o crescimento do Estado de Minas. Quero que Minas Gerais comece a falar com mais força no Brasil, ser referência em termos de indústria", disse Salum.

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