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DC Inovação

23/03/2017

Algoritmo ajuda combater Aedes aegypti

Startup reduz a milésimos de segundo o trabalho de horas de monitoramento de ovos por meio de ovitrampas
Da Redação
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Monitoramento computacional da startup reduziu em 62% a infestação de mosquitos no Aglomerado da Serra/Divulgação
Algoritmo desenvolvido por uma startup belo-horizontina é capaz de reduzir a milésimos de segundo o trabalho de horas de monitoramento de ovos do Aedes aegypti por meio de armadilhas ovitrampas. A otimização pode eliminar alguns dos principais gargalos no controle da população do mosquito: a lentidão na geração de resultados, a confiabilidade do monitoramento e a quantidade de agentes de saúde necessária. O algoritmo é aplicado na contagem de ovos por visão computacional, que substitui a contagem manual realizada atualmente.

Em Belo Horizonte, o monitoramento de ovos de Aedes aegypti é feito, em grande parte, por meio de ovitrampas - armadilhas para captura de ovos do Aedes aegypti e Aedes albopictus, transmissores de doenças como dengue, febre amarela, zika e chikungunya. Elas consistem em uma técnica simples, barata e em uso há muitos anos. A fêmea do Aedes deposita seus ovos em palhetas contidas nas armadilhas, distribuídas de forma geolocalizada pela cidade. A partir da mensuração da quantidade de ovos presentes nas palhetas, são mapeados os locais de maior nível de infestação. Quanto mais ovos, mais mosquitos.

Apesar de o mecanismo (ovitrampas) ser apontado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) como um dos mais eficazes, a análise manual das amostras deixa o processo demorado e menos confiável. “O resultado da contagem dos ovos de 1.800 ovitrampas, quantidade existente em Belo Horizonte, leva, aproximadamente, 15 dias para ser liberado. Isso gera um atraso na tomada de decisão para o combate ao mosquito, já que os ciclos de reprodução da fêmea são de 7 dias”, explica a CEO da startup Communitor, Helena Gomes, responsável pela inovação.

A leitura dos resultados pelo algoritmo gera um mapa de calor com os pontos de infestação em tempo real. Isso contribui para que o poder público direcione a atuação dos agentes de saúde, gerando mais eficácia no combate e na e prevenção e redução dos gastos. “Atualmente, os agentes fazem as visitas por amostragem, sem a informação de onde estão os maiores focos de infestação do Aedes aegypti. Nosso sistema cruza os relatórios da ocorrência de mosquitos com dados de tipo de criadouros, por exemplo.

Assim, os agentes podem sair a campo já com as ferramentas necessárias para combater os focos existentes em determinada região, trabalhando de maneira mais focada”, explica Helena Gomes. “Também é possível indicar antecipadamente as regiões com probabilidade para desenvolver uma epidemia, o que permite atuar preventivamente e não de forma reativa”, completa.

Resultados - Na região do aeroporto da Pampulha, região Norte da capital mineira, o monitoramento por visão computacional vem sendo realizado desde fevereiro de 2016 e é responsável por uma redução de 40% na infestação do mosquito. No Aglomerado da Serra, região Centro-Sul, reduziu em 62% a infestação de Aedes aegypti em apenas 12 semanas de trabalho.

A tecnologia também está sendo aplicada em outros municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e em todo o Estado. Em Caeté, o monitoramento realizado no bairro Bom Sucesso eliminou 76% da população do mosquito - resultado que possibilita uma diminuição provável de 96% nos casos de dengue na região. Já a cidade de Mariana registrou 60% menos casos de dengue durante as quatro semanas em que o monitoramento foi realizado, no ano passado.

Além da rapidez na obtenção dos resultados, o sucesso se deve à precisão dos relatórios, que podem apresentar dados de bairros, ruas ou até mesmo quarteirões. Isso permite o desenvolvimento de ações educacionais específicas para a região analisada.

As ações são realizadas durante o monitoramento e adequadas de acordo com os resultados dos relatórios e dos mapas de calor. Para isso, a Communitor criou um protocolo que orienta as atitudes a serem priorizadas em cada uma das fases de infestação do mosquito. O documento é baseado no Protocolo de Singapura, cidade que conseguiu combater o Aedes aegypti a ponto de eliminar as doenças transmitidas por ele.

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