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Minas 2032

07/10/2015

Aportes em infraestrutura fazem a economia girar

Para superar gargalos, é preciso destravar investimentos e abrir caminho para a iniciativa privada
Leonardo Francia
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É fato reconhecido que o Brasil tem um enorme déficit de infraestrutura, o que encarece mais os custos para empresas de qualquer setor no País. Por outro lado, são exatamente os investimentos em infraestrutura que podem girar a economia. Basta destravar esses aportes e criar condições favoráveis para a participação da iniciativa privada e de investidores para superar esse gargalo e recuperar o tempo perdido.

Foi essa abordagem que dominou o seminário "Minas 2032 - Conectividade e Acessibilidade - Desafios da infraestrutura como instrumento de oportunidades para o desenvolvimento econômico do Estado", promovido pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), no dia em 25 de setembro, na sede da entidade.

"Há três anos, quando o DIÁRIO DO COMÉRCIO completou 80 anos, nós nos propusemos o desafio de, ao invés de olhar o passado, como normalmente se faz nessas ocasiões, fixarmos 2032 como referência, em função do centenário do jornal, como um convite ao planejamento, à reflexão de que podemos construir o que desejamos", disse o diretor-presidente do DC, Luiz Carlos Motta Costa.

O desafio lançado caiu como uma luva no atual cenário da infraestrutura do País, como lembrou o economista da Fiemg Sérgio Luís Guerra Xavier, que mediou os debates. "Para mostrar a dimensão do trabalho que temos pela frente nos próximos anos, até 2032, o ranking do World Economic Forum, baseado no The Global Competitiveness Report 2015-2016, mostrou que o Brasil no quesito qualidade da infraestrutura está muito distante dos países desenvolvidos", ressaltou.

De acordo com o economista da Fiemg, entre 151 nações avaliadas pelo relatório, o Brasil está na 120ª posição em termos de qualidade da infraestrutura geral; em 122º em relação às estradas; 95º, ferrovias; 122º, portos; 113º, transporte aéreo; e no 89º lugar no que se refere à qualidade da eletricidade.

Além disso, o valor dos investimentos estruturantes em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional tem caído nos últimos anos, exatamente o contrário do que deveria estar acontecendo. "O momento que vivemos, de tantas aflições, de tantas incertezas, com certeza é favorável a esta reflexão. As crises serão vencidas e nos deixarão o legado de experiência e disposição de fazer melhor", alertou o diretor-presidente do DIÁRIO DO COMÉRCIO.

Esta é a quarta edição do "Minas 2032", que teve a sua primeira publicação em 2013. O objetivo é projetar o perfil da economia mineira para daqui a 17 anos e provocar iniciativas de entes públicos e da iniciativa privada em prol do desenvolvimento econômico do Estado. E para que o País e também Minas Gerais, como ator fundamental no processo de desenvolvimento econômico nacional, tenham um futuro promissor os investimentos em infraestrutura são essenciais, como foi concluído no seminário.




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