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Finanças

20/05/2017

Após pânico com crise política, bolsa recupera o fôlego

Ibovespa registrou valorização de 1,69% na sexta
Reuters/AE
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Bolsa de valores acumulou uma retração de 8,18% na semana após delação de Joesley Batista/Divulgação
São Paulo - A Bovespa subiu na sexta-feira, recuperando-se de parte da derrocada da véspera, com o mercado ainda cauteloso à espera de desdobramentos de divulgação de gravações de conversa do presidente Michel Temer com Joesley Batista, da JBS.
O Ibovespa subiu 1,69%, a 62.639 pontos, mas acumulou baixa de 8,18% na semana, após desabar 8,8% na véspera, maior perda diária desde outubro de 2008. O giro financeiro do pregão somou R$ 13,56 bilhões.

Para operadores, o áudio da conversa entre Joesley e Temer não foi comprometedor o bastante para justificar a continuidade da sangria dos mercados de quinta-feira. A cautela, porém, permanece diante de informações que continuam surgindo. Temer será investigado por corrupção passiva e obstrução da Justiça, em inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal.

“Teve alguma recuperação depois dos movimentos de ontem (quinta-feira), mas essa recuperação não vai ser rápida e a gente está vendo uma mudança no patamar de precificação dos ativos”, disse o economista da corretora Guide Investimentos Ignacio Crespo Rey.

Segundo o economista, as incertezas políticas devem voltar a pressionar o Ibovespa nos próximos pregões, com possibilidade de o índice voltar ao patamar entre 55 mil e 60 mil pontos.

A atenção do mercado se volta para a governabilidade de Temer e os impactos sobre as reformas, principalmente a da Previdência. Antes do mais recente escândalo, o otimismo quanto ao andamento dessas medidas no Congresso Nacional vinha amparando o tom otimista na bolsa paulista.

“Os danos com os acontecimentos fazem todos perderem”, disse o gestor de mesa de operações na corretora Coinvalores, Marco Tulli Siqueira.

Destaques – No setor financeiro, Bradesco PN subiu 1,65 % e Itaú Unibanco PN avançou 2,6 %. Banco do Brasil ON teve alta de 3,32 % e Santander ganhou 2,3 %.
Após ter despencado 20,4% na quinta-feira, a ação preferencial da Cemig teve alta de 4,42% na última sessão.

Petrobras PN ganhou 3,57% e as ações ON da estatal avançaram 0,98 %, com os ganhos do petróleo no mercado internacional ajudando os papéis em seu movimento de recuperação das perdas da sessão anterior.

 JBS ON subiu 1,52 %, após cair quase 10 % na véspera, quando perdeu R$ 2,5 bilhões  em valor de mercado. Executivos da empresa e da controladora J&F anunciaram acordo de delação premiada, e o empresário Joesley Batista admitiu pagamento de propina para obter facilidades.

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IPO – A Log Commercial Properties, unidade de gestão de espaços comerciais da construtora e incorporadora MRV desistiu de sua planejada oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), segundo informações do website da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A operação, que deveria incluir ofertas primária (ações novas), vem após acionistas da empresa terem aprovado um aumento de capital de R$ 250 milhões em novembro, pondo fim a planos anteriores de abrir o capital, iniciados em junho.

Os acionistas da Log ainda aprovaram em fevereiro passado levar um IPO adiante, mas a operação foi definitivamente engavetada.

Risco - O risco país do Brasil operou acima do índice da Turquia nesta sexta-feira, mesmo após a atenuação dos efeitos da crise gerada pela divulgação de informações da delação da JBS sobre o mercado financeiro.

Levantamento feito pelo Banco Fibra mostra que hoje o risco Brasil medido pelos Credit Default Swap (CDS) de cinco anos está em 247 pontos, acima dos 210 da Turquia, país que passa por turbulências após a polêmica votação que ampliou os poderes do presidente e levantou suspeitas de fraude.

O risco Brasil é o mais alto entre 15 países listados pelo banco, incluindo África do Sul (196 pontos), Rússia (153 pontos) e Colômbia (127 pontos).

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