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Internacional

01/12/2017

Argentina quer usar comando do G-20 contra protecionismo

Macri pretende servir-se de posto para impulsionar América Latina
Reuters
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Macri está disposto, também, a assegurar mercado aos produtos agrícolas argentinos/Divulgação
Buenos Aires - A Argentina vai usar seu papel de primeiro país sul-americano a comandar o G20, que reúne as principais economias do mundo, para combater o protecionismo, uma vez que a região exportadora de produtos agrícolas busca assegurar acesso de mercado para seus bens, afirmaram ontem autoridades do país.

Tanto a Argentina quanto Brasil, também do G20, transicionaram para governos amigáveis ao mercado nos últimos anos. O presidente Mauricio Macri assumiu a presidência da Argentina como uma chance de marcar a ascensão do país como um “lugar importante” no mundo e para impulsionar o perfil da América Latina.

“Nós vamos colocar no centro do G20 as aspirações e preocupações da região em desenvolvimento, que é entusiasmada por novas oportunidades”, disse Macri durante um evento na capital Buenos Aires, ao inaugurar formalmente a presidência da Argentina no G20.

A defesa veemente da globalização ocorre no momento em que a presidência de Donald Trump nos Estados Unidos e a iminente saída do Reino Unido da União Europeia levantam questões sobre o comprometimento de grandes economias ao livre comércio.

Medidas protecionistas em países mais desenvolvidos poderiam ameaçar o sucesso de agendas pró-comércio em países sul-americanos cujas economias dependem de exportações agrícolas.

Mercosul - O bloco comercial Mercosul, que engloba Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, está enfrentando resistência de produtores europeus, uma vez que busca impulsionar as exportações de carne bovina como parte de um acordo com a UE que espera selar até o fim do ano.

Mais cedo, neste ano, os Estados Unidos impuseram tarifas sobre importações de biodiesel da Argentina, um de seus maiores produtos agrícolas de exportação.

“O G20 é um lugar ideal para continuar reafirmando os benefícios de laços comerciais melhores, especialmente para países como Argentina que querem exportar seus produtos agrícolas”, ponderou o ministro do Tesouro, Nicolas Dujovne, durante coletiva de imprensa após o discurso de Macri.

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