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Negócios

19/09/2017

Arranjos Produtivos Locais em Minas vão receber investimentos personalizados

Recursos, não revelados, poderão ser aplicados em maquinário, articulação com parceiros estratégicos, entre outros
Thaíne Belissa
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Ao conhecer a necessidade real de cada APL poderemos investir de forma customizada, afirmou o secretário Wadson Ribeiro/Thyago Marcel/Câmara dos Deputados/Divulgação
Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) em Minas Gerais vão receber investimentos personalizados, por meio de um projeto do governo do Estado e parceiros, que pretende levantar as demandas específicas de cada um desses polos. Na agenda de interesse do governo desde a década de 90, os APLs ganham, cada vez mais, relevância na estratégia de desenvolvimento do Estado, que já entendeu o potencial econômico e até turístico desses conglomerados.

Em Minas Gerais, a responsabilidade da gestão dos APLs é da Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais (Seedif). A partir deste ano, o governo do Estado, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), vai potencializar o apoio a esses conglomerados. De acordo com o secretário, Wadson Ribeiro, representantes das entidades vão visitar os APLs para identificar as demandas específicas de cada um deles.

“Ao conhecer a necessidade real de cada APL poderemos investir de forma customizada e atender de maneira mais próxima da realidade a demanda desses polos”, afirma. O secretário não detalha valores de investimento, mas explica que eles podem se dar em diferentes formatos, como qualificação e capacitação de mão de obra, investimento em maquinário, articulação com parceiros estratégicos, entre outros.

“Uma empresa que está em um APL tem condições de produção que ela só pode desfrutar porque está em um APL. Alguns exemplos são linhas de financiamento específicas, projetos de capacitação e eventos e feiras que potencializam aquele segmento. Além disso, a empresa de um APL é importante para a organização da produção: um conjunto de empresas consegue comprar matéria-prima com vantagens significativas e tem melhores possibilidades de venda”, detalha.

De acordo com Ribeiro, um APL não é criado, como muitas pessoas dizem, mas reconhecido. A diferença está no fato de que esse conjunto de empresas que atuam em um mesmo segmento e em uma mesma região normalmente já está ali há algum tempo, trabalhando de forma sinérgica. O que a secretaria faz, então é reconhecer esse polo e dar ainda mais condições para que ele se desenvolva conjuntamente.

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“Um APL é formado por empresas que interagem dentro de uma cadeia produtiva e que estão em uma mesma região. Elas não precisam produzir exatamente a mesma coisa, mas precisam ter elementos em comum que se articulam. Por exemplo: um APL de cerveja tem os produtores da bebida, mas também os fornecedores de matéria-prima e os fabricantes do vasilhame necessário para a produção e comercialização da bebida”, explica o secretário.

De acordo com Ribeiro, é a própria secretaria que visita os polos produtivos do Estado em busca de potenciais APLs, mas a demanda do reconhecimento também pode vir por uma articulação dos empresários, associações comerciais e outras entidades interessadas nos municípios. “Quando um conglomerado é identificado, uma equipe técnica da secretaria vai ao local e faz o reconhecimento da atividade. Se ele for caracterizado com um APL, então o encaminhamos para o reconhecimento que é chancelado pelo Núcleo Gestor de Apoio aos APLs”, explica.

Até o momento, Minas Gerais tem 39 APLs reconhecidos pela Seedif em diferentes regiões do Estado. Entre os mais recentes, estão o APL do Biscoito em São Tiago, na região Central, e os APLs de cerveja de Juiz de Fora, na Zona da Mata, e de Belo Horizonte e Região Metropolitana (RM). De acordo com Ribeiro há, pelo menos, mais três APLs definidos em Minas Gerais, mas ainda não há data para a cerimônia de reconhecimento. Eles são os APLs de Móveis de Belo Horizonte; Móveis de Contagem, na RMBH, e de Móveis Rústicos do Campo das Vertentes.




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