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Minas 2032

30/05/2018

Asmare é case bem-sucedido da Pastoral

Daniela Maciel
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A Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reciclável (Asmare), com sede no Barro Preto (região Centro-Sul), é uma das mais bem-sucedidas experiências que nasceram a partir do trabalho da Pastoral de Rua. Hoje com 120 associados e impactando diretamente cerca de mil pessoas, a Asmare, criada em 1990, se tornou uma referência nacional. Mais do que recolher cerca de 200 toneladas por mês de material reciclável na Capital, a associação dá visibilidade aos catadores de material reciclável e à população de rua. O conselheiro fi scal da Asmare, Alfredo Sousa Matos, conhecido como Índio, está há mais de 20 anos na associação.

“Em vista do que era quando o trabalho da associação começou, mudou muito a concepção que as pessoas têm ao nosso respeito. Alcançamos um certo reconhecimento da sociedade, mas ainda fi ca a desejar, existe muito preconceito. A visibilidade sobre o catador mudou, aumentou. Hoje eu faço palestras em escolas e empresas, muita gente, de todo lugar, vem aqui conhecer o projeto, mas ainda temos muito pra fazer para sermos respeitados por todos”, avalia Índio. A palavra sustentabilidade já foi apropriada pelos catadores. Talvez eles formem uma das categorias profi ssionais mais conscientes e atuantes no assunto.

No caso deles, é, justamente, a responsabilidade socioambiental a responsável pela geração de trabalho e renda. A falta de uma política pública que fomente as práticas responsáveis e de equipamentos que permitam o direcionamento e tratamento dos resíduos ainda complicam o advento de uma população mais consciente e atuante. “A gente trabalha com a conscientização das pessoas sobre a coleta seletiva, a separação de materiais, mas temos problemas de estrutura. Só 32 bairros de Belo Horizonte têm coleta seletiva. Então as pessoas separam o material, mas veem tudo ser mandado para o mesmo lugar. Isso desanima. É muito difícil trabalhar assim.

Também falta divulgação sobre o trabalho, deveria ter mais campanhas. O rádio, a televisão e os jornais deviam falar mais, divulgar sobre o trabalho da categoria (dos catadores)”, explica o conselheiro fi scal da Asmare. Concorrência - A crise econômica trouxe uma realidade mais dura para os catadores de material reciclável. Além do aumento do número de pessoas nas ruas – a maioria de desempregados - fazendo coleta, surgiu um novo tipo de concorrente muito mais profi ssionalizado. “Agora existe uma concorrência desleal na cidade.

São pessoas que chegam com caminhonetes e recolhem todo o material de uma região. É claro que eles vão conseguir muito mais coisa e muito mais rápido e assim tiram a condição de trabalho dos colegas que trabalham todos os dias sem veículo. Dá pra perceber que aquelas pessoas não precisam”, reclama o catador de material reciclável.

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