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Internacional

16/05/2017

Ataque cibernético ainda afetou serviços ontem

Reuters
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Pequim/Londres - O ataque cibernético com o ransomware WannaCry afetou a polícia de trânsito e escolas chinesas ontem, na medida em que se expandiu para a Ásia com o começo da nova semana de trabalho, enquanto autoridades na Europa revelaram estar tentando prevenir hackers de difundir novas versões do vírus, que restringe o acesso ao sistema infectado e cobra um valor de resgate.

No Reino Unido, onde o vírus primeiro gerou preocupações globais quando obrigou hospitais a desviar ambulâncias na sexta-feira, o ataque ganhou tração como uma questão política apenas algumas semanas antes da eleição geral. O Partido Trabalhista de oposição acusou o governo Conservador de deixar o Serviço Nacional de Saúde vulnerável.

Ações em firmas que fornecem serviços de cibersegurança aumentaram com a perspectiva de que companhias e governos vão gastar mais dinheiro com defesa contra ataques cibernéticos.
Algumas vítimas ignoraram a orientação oficial e pagaram os US$ 300 exigidos pelos criminosos digitais para desbloquear seus computadores, valor que iria dobrar para US$ 600 ontem para computadores atingidos na primeira onda de sexta.

Brian Lord, membro da diretoria da empresa de cibersegurança PGI, contou que algumas vítimas disseram que os hackers ofereceram um bom serviço, com dicas úteis de como pagar o resgate: “Um cliente falou que eles, na verdade, esqueceram que estavam sendo roubados”.

Mas parece que os hackers ainda não foram bem remunerados: apenas aproximadamente US$ 50 mil foram transferidos para suas carteiras on-line até agora, de acordo com o Elliptic Labs, que rastreia transações feitas com a moeda digital bitcoin.

Novos ataques - Embora a propagação do vírus tenha sido freada durante o fim de semana na maior parte do mundo, a França, onde a fabricante de carros Renault foi uma das vítimas de maior destaque no mundo, acredita que é provável que ocorram mais ataques.
“Nós devemos esperar ataques semelhantes regularmente nos próximos dias e semanas”, considerou Giullaume Poupard, chefe da agência de cibersegurança francesa Anassi. “Atacantes atualizam seus softwares... outros atacantes vão aprender com o método e vão realizar ataques”.

Empresas e governos passaram o fim de semana atualizando softwares para limitar a propagação do vírus.

O vírus afetou computadores com versões antigas do softwares da Microsoft que não tinham sido atualizados recentemente. A Microsoft liberou reparos no último mês e na sexta-feira para consertar vulnerabilidades que permitiram que o vírus se espalhasse pelas redes.
Em uma publicação em um blog, o presidente da Microsoft, Brad Smith, aparentemente reconhece o que pesquisadores já tinham amplamente concluído: o ataque se aproveitou de uma ferramenta de hacking construída pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos vazada online. (Reuters)

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